segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Alta de juros na China acende sinal de alerta para inflação em emergentes


Excesso de aquecimento traz de volta o fantasma da inflação, com os preços de commodities reacendendo o alerta mundial e abrindo a ameaça de uma nova crise de alimentos
27 de dezembro de 2010

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo

GENEBRA - De um lado, economias que mal conseguem sair da recessão e entrarão em 2011 com uma palavra de ordem: austeridade. De outro, mercados em plena expansão e com uma preocupação bastante diferente: excesso de aquecimento e o fantasma da inflação, com os preços de commodities reacendendo o alerta mundial e abrindo a ameaça de uma nova crise de alimentos.
Em 2011, países ricos e emergentes viverão situações opostas e desafios contraditórios que dificultarão ainda mais a capacidade de uma coordenação global para permitir que, finalmente, o mundo saia da crise.
Na Europa e nos Estados Unidos, uma série de medidas de corte de gastos e de austeridade entra em vigor a partir do dia 1º de janeiro. Na Irlanda, que se beneficiou de um pacote de resgate do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia, € 4 bilhões desaparecerão do orçamento anual. Em Portugal, funcionários públicos terão o primeiro corte de salários, em 5%.
A meta é reduzir déficits que colocam em risco o euro. Mas o impacto será uma redução na taxa de crescimento, de 1,7% em 2010 na zona do euro para 1,5% em 2011. O desemprego também não deve cair e a tensão promete aumentar.
Nos EUA, a projeção é de um crescimento de 3%. Mas sem a geração de postos de trabalho e, portanto, com um crescimento do consumo limitado. O Fed (banco central americano) avalia que a deflação seja uma ameaça mais real ao país que a inflação. No Japão e na Irlanda, o FMI prevê uma deflação.
Emergentes
Nos países emergentes, a situação é bem diferente. O FMI estima que esses mercados terão um crescimento de 6,4%, em média, em 2011, quase três vezes a média dos ricos.
A expansão não vem sem riscos. Para o banco Goldman Sachs, China, Índia e Brasil terão inflação acima de 5% em 2011, mesmo elevando juros e limitando o consumo. A Rússia, que pela primeira vez desde o fim do comunismo teve inflação abaixo de 5%, verá um retorno na pressão de preços em 2011. Segundo o FMI, a taxa chegará a 7,4%.
De acordo com o FMI, vários países emergentes colocarão todas suas energias para reduzir a inflação. Mas o problema é que a redução ainda não seria suficiente e, em vários casos, continuará a ser um obstáculo para a estabilidade. Na Ásia, o melhor cenário do FMI é que a inflação caia de 6,1% para 4,7%, o que ainda é considerado pouco adequado.
Sem recuo
Em alguns mercados, a inflação será ainda maior. Na Indonésia, passará de 5,1% em 2010 para 5,5%. No Paquistão, subirá de 11% para 13%.Na Índia, a inflação de alimentos superou neste mês a marca de 12% em relação a dezembro de 2009.
No Vietnã, a inflação atingiu em dezembro sua maior taxa em 22 meses, com alta de 11,75%. "A inflação na Ásia não dá sinais reais de retroceder", afirmou um relatório do banco HSBC.
Na América Latina, a redução será marginal, caindo de 6,1% em 2010 para 5,8%. A presidente Dilma Rousseff terá dificuldades, mas o FMI aposta numa inflação de 4,6% para o Brasil em 2011. A Argentina não conseguirá reduzir a pressão e permanecerá com alta de 10,6%. Chile, Colômbia, Bolívia e toda a América Central terão alta da inflação.
A taxa só não será maior porque países emergentes já iniciaram medidas duras contra a inflação. A China promoveu em pleno Natal a segunda alta de suas taxas de juros no ano. O banco central russo aumentou, na sexta-feira, as taxas de juros sobre as operações de depósito bancário para conter a inflação.
Alimentos
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) já soou o sinal de alerta em relação aos preços de alimentos pelo mundo e seu impacto social. Em 2007 e 2008, a crise gerou dezenas de protestos pelo mundo e até provocou a queda de governos.
A pior crise econômica mundial em 70 freou a alta por alguns meses. Mas agora a FAO alerta que os índices de preços de alimentos se aproximam "perigosamente" dos níveis de 2007. Milho e trigo já estariam no mesmo patamar da crise, voltando a gerar temores de manifestações.
Desde julho, o índice de preços de alimentos não parou de subir e já chegou a poucos pontos da marca recorde de junho de 2008, com 213,5 pontos.
Safras abaixo do esperado, tarifas para evitar a exportação de alimentos em alguns países e a volta da especulação estão alimentando a nova alta. Se não bastasse, a produção de trigo foi afetada na Rússia pelos incêndios.
Outro fator que pesará cada vez mais será o consumo crescente entre os emergentes, o que tornará os alimentos entre 15% e 40% mais caros nos próximos dez anos, com ou sem crise.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Trabalhando com música

Earth Song - Canto da Terra
Michael Jackson - Earth Song
Ano: 1995 - Album: Number Ones


What about sunrise
O que virou do nascer do sol?
What about rain
E a chuva?
What about all the things
O que virou de tudo
That you said we were to gain...
Que você disse que iríamos ganhar?
What about killing fields
E os campos de extermínio?
Is there a time
Vamos ter um descanso?
What about all the things
E sobre todas as coisas
That you said was yours and mine...
Que você disse que era meu e teu?
Did you ever stop to notice
Você já parou pra pensar
All the blood we've shed before
Sobre todo o sangue derramado?
Did you ever stop this notice
Você já parou pra pensar
This crying Earth this we make sure?
Que a Terra, os mares estão chorando?

Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
Aaaaaaaaah Oooooooooh

What have we done to the world
O que fizemos com o mundo?
Look what we've done
Olhe o que fizemos
What about all the peace
E sobre toda a paz
That you pledge your only son...
Que você prometeu a seu único filho?
What about flowering fields
O que virou dos campos floridos?
Is there a time
Vamos ter um descanso?
What about all the dreams
O que virou de todos os sonhos
That you said was yours and mine...
Que você disse serem teus e meus?
Did you ever stop to notice
Você já parou pra pensar
All the children dead from war
Sobre todas as crianças mortas com a guerra?
Did you ever stop to notice
Você já parou pra pensar
This crying Earth this we make sure?
Esta chorando Terra, a sua terra chorando

Aaaaaaaaaaah Aaaaaaaaaaah
Aaaaaaaaah Oooooooooh

I used to dream
Eu costumava sonhar
I used to glance beyond the stars
Costumava viajar além das estrelas
Now I don't know where we are
Agora já não sei onde estamos
Although I know we've drifted far
Embora saiba que fomos muitos longe

Aaaaaaaaaaah Aaaaaaaaaaaah
Aaaaaaaaah Oooooooooh
Aaaaaaaaaaah Aaaaaaaaaaaah
Aaaaaaaaah Oooooooooh

Hey, what about yesterday
O que vai virar do passado?
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about the seas
E os mares?
(What about us)
(E como fica a gente?)
The heavens are falling down
O céu está caindo
(What about us)
(E como fica a gente?)
I can't even breathe
Não consigo nem respirar
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about everything
E a terra sangrando?
(What about us)
(E como fica a gente?)
I have given you
Não conseguimos sentir as feridas?
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about nature's worth
E o valor da natureza?
(ooo,ooo)
(ooo, ooo)
It's our planet's womb
É o ventre do nosso planeta
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about animals
E os animais?
(What about it)
(E como fica a gente?)
We've turned kingdoms to dust
Fizemos de reinados, poeira
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about elephants
E os elefantes?
(What about us)
(E como fica a gente?)
Have we lost their trust
Perdemos a confiança deles?
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about crying whales
E as baleias chorando?
(What about us)
(E como fica a gente?)
We're ravaging the seas
Estamos destruindo os mares
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about forest trails
Estamos destruindo as florestas?
(ooo, ooo)
(ooo, ooo)
Burnt despite our pleas
Queimadas, apesar dos apelos
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about the holy land
E a terra prometida?
(What about it)
(E como fica a gente?)
Torn apart by creed
Rasgada ao meio pelos dogmas
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about the common man
E o homem comum?
(What about us)
(E como fica a gente?)
Can't we set him free
Não podemos libertá-lo?
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about children dying
E as crianças chorando?
(What about us)
(E como fica a gente?)
Can't you hear them cry
Não consegue ouvi-las chorar?
(What about us)
(E como fica a gente?)
Where do we go wrong
O que fizemos de errado?
(ooo, ooo)
(ooo, ooo)
Someone tell me why
Alguém me fale o por que
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about baby boy
E os bebês?
(What about it)
(E como fica a gente?)
What about the days
E os dias?
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about all their joy
E toda a alegria?
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about the men
E o homem?
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about the crying man

O homem chorando?
(What about us)
(E como fica a gente?)
What about Abraham
E Abraão?
(What was us)
(E como fica a gente?)
What about death again
E a morte de novo?
(ooo, ooo)
(ooo, ooo)
Do we give a damn
Será que damos a mínima?

Aaaaaaaaaaaaah Aaaaaaaaaaaaah

http://www.cifras.com.br/traducao/michael-jackson/earth-song

Professor, você pode fazer um trabalho interdisciplinar com Inglês, Português, História, Artes. Explorando as guerras, conflitos, poluição das terras, água e ar e muito mais.

Brasileiro vive em média 73 anos, indica IBGE

1 de dezembro de 2010
G1

A esperança de vida ao nascer no Brasil alcançou 73,17 anos em 2009, com aumento de 0,31 ano (três meses e 22 dias) em relação a 2008, segundo a pesquisa de Tábuas de Mortalidade divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação a 1980, a esperança de vida ao nascer aumentou 10,6 anos (dez anos, sete meses e seis dias).
Ao longo de 29 anos, esse indicador teve um crescimento médio anual de quatro meses e 12 dias, segundo destacam os técnicos do instituto no documento de divulgação da pesquisa. A estimativa é que a esperança de vida ao nascer alcance 81,29 anos em 2050.
Mortalidade infantil
Já a mortalidade infantil caiu de 69,12 para 22,47 óbitos por mil nascidos vivos, entre 1980 e 2009. Os técnicos ressaltam que o patamar ainda é elevado. Segundo informam no documento, a taxa de mortalidade infantil brasileira somente é inferior a de países como Paraguai, Bolívia e Haiti, mas ainda permanece atrás de Chile, Cuba, Uruguai, Argentina, México, Venezuela, Colômbia e El Salvador.
"A taxa de mortalidade infantil brasileira já alcançou um patamar incontestavelmente inferior ao de países como Costa do Marfim e Serra Leoa, mas ainda precisa trilhar um longo caminho para atingir, no médio prazo, níveis mínimos de mortalidade infantil, como os observados em Portugal, França, Noruega, Finlândia, Japão, Cingapura e Islândia", comentam os técnicos.
Além disso, eles destacam também que, comparando-se a esperança de vida ao nascer do Brasil em 2009 com o mesmo indicador de alguns países selecionados pela Divisão de População das Nações Unidas, nota-se que a esperança de vida do Brasil para o sexo feminino (77 anos), se distancia do indicador associado ao conjunto da população do Japão (82,7 anos) em 7,7 anos.
Para o sexo masculino (69,4 anos), a diferença é quase o dobro: 13,3 anos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Música na sala de aula

A DENÚNCIA SOCIAL NA MÚSICA "ADMIRÁVEL GADO NOVO" DE ZÉ RAMALHO: OS MECANISMOS MASSIVOS DE ALIENAÇÃO

Admirável Gado Novo

Zé Ramalho

Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro,
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber,
E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer,
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer.
Ê, vida de gado...
Povo marcado,
Povo feliz...
Lá fora faz um tempo confortável,
A vigilância cuida do normal;
Os automóveis ouvem a notícia,
Os homens a publicam no jornal,
E correm através da madrugada,
A única velhice que chegou;
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou.
Ê, vida de gado...
Povo marcado,
Povo feliz...
O povo foge da ignorância,
Apesar de viver tão perto dela,
E sonham com melhores tempos idos,
Contemplam essa vida numa cela,
E esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar;
A Arca de Noé, o dirigível
Não voam nem se podem flutuar.
Ê, vida de gado...
Povo marcado,
Povo feliz...

Zé Ramalho é um músico intenso. Sua poesia é profundamente nordestina e, ao mesmo tempo universal, pois gira em torno de questões que intrigam o ser humano de uma forma geral. Sua música está recheada de citações às suas próprias experiências pessoais: movimento hippie, a batalha pelo pão, a necessidade de arranjar dinheiro, a procura de uma experiência mística, a tristeza de um amor impossível, etc. Com letras impactantes, a maioria delas de caráter místico e social, constituiu-se num cantor eclético atingindo várias gerações. "Admirável Gado Novo" é um dos seus maiores sucessos.
(...)
Diante de tudo o que foi exposto podemos dizer que, na tentativa de compreender sob a ótica da Critica Marxista a ideologia da música "Admirável Gado Novo", constatamos que ela apresenta diversos aspectos do pensamento de Marx sobre a sociedade tais como a luta de classes, a exploração do homem pelo homem, a alienação e a religião. Além disso, observamos que existem na mesma obra elementos de crítica ao regime ditatorial do período em que ela foi composta. Entretanto, essa crítica transcende o contexto histórico do autor e chega ao Universalismo por atacar também o sistema capitalista. Enfim, é uma obra rica, de densidade social muito forte e que serve como alerta para que o "povo feliz" e "marcado" deixe de ter uma "vida de gado".

Professor
Se você estiver interessado em toda a análise dessa música, acesse o site abaixo, é muito interessante.
Você pode trabalhar com o professor de História e Português.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/2684/1/A-Denuncia-Social-Na-Musica-admiravel-Gado-Novo-De-Ze-Ramalho-Os-Mecanismos-Massivos-De-Alienacao/pagina1.html#ixzz16KYGR8Rc

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Brasil: o G1 da biodiversidade

Por Mônica Pileggi
Foto de Kiko Ferrite

Maria Cecília Wey de Brito

"O país, no curto prazo, pode vir a ser um dos poucos a dizer ao mundo que é capaz de crescer economicamente com uma taxa preservada de vegetação nativa"


No Ano Internacional da Biodiversidade, o mundo olha para o Brasil. O país detém 70% da fauna e da flora já catalogadas e, creem os cientistas, abriga 20% da diversidade biológica do planeta. Nenhuma nação tem tantas espécies endêmicas. Até pouco tempo atrás, a responsável por esse ativo ambiental era Maria Cecília Wey de Brito. Engenheira-agrônoma com especialização em ciência ambiental, ela assumiu a Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, em maio de 2007, cargo que entregou em setembro passado. Ambientalista com passagem por ONGs e agências internacionais, ela faz a seguir um balanço da biodiversidade do Brasil, na ocasião em que o país apresentou suas metas para a questão na COP 10, em Nagoya, no Japão, em outubro.


Como o Brasil pode capitalizar, na política e na economia, o fato de ser campeão mundial de biodiversidade?

Essa questão deve ser pensada para um futuro próximo, dentro de cinco ou dez anos. No passado recente, pouco foi feito para capitalizar a biodiversidade no país. Porém, no curto prazo, o Brasil pode vir a ser um dos poucos países - se não o único - a dizer ao mundo que é capaz de crescer economicamente, de se desenvolver, com uma considerável taxa preservada de vegetação nativa. Outros não conseguirão fazer isso. Qual a diferença a nosso favor? O Brasil, além de ser campeão em biodiversidade, possui grande força de trabalho e um mercado consumidor enorme, com padrões muito próximos aos das nações desenvolvidas.

Estamos em posição privilegiada. Por ser um país com tamanha diversidade natural, a responsabilidade do Brasil é maior?

Somos uma força importante na discussão do regime internacional de acesso a recursos genéticos - plantas, animais ou micro-organismos. Também exercemos influência decisiva na questão do aporte de recursos financeiros, em relação a metas e indicadores específicos para a entrada de novos recursos que possam financiar a conservação da biodiversidade. Na verdade, todo o grupo de 17 países megadiversos influencia bastante nesse debate e tem sido eloquente nas negociações do regime internacional de acesso a recursos genéticos. Esse regime, que ainda não foi definido, serviria como ambiente regulatório para que a repartição de benefícios advindos desses recursos se dê com transparência.

As metas sobre biodiversidade discutidas no COP 10, em Nagoya, no Japão, são tangíveis ao Brasil?

São, à medida que a proposta não é cessar com toda a perda de biodiversidade, pois, isso sim, é impraticável. No Ministério do Meio Ambiente, investimos muito em ferramentas de vigilância e avaliação. Hoje, o monitoramento na Amazônia está tecnologicamente mais adequado. Nos outros biomas, porém, estamos numa fase preliminar. Apenas esses avanços nos darão ideia do quanto estamos perdendo em biodiversidade. Com eles, saberemos as tendências e conheceremos as motivações do desmatamento - se ele ocorre devido à expansão da cana-de-açúcar, ao aumento das cidades em áreas ainda verdes e assim por diante. Também temos conseguido avançar um pouco mais na conscientização do brasileiro em defesa da biodiversidade.

Qual a impressão geral do brasileiro sobre o tema?

Na área ambiental, temos falhas do ponto de vista da informação. Mesmo entre nossos intelectuais impera a visão de que a biodiversidade é apenas um recurso natural à disposição. Se tivéssemos uma leitura mais precisa do que ela tem a nos oferecer em termos de serviços e produtos, as pessoas se dariam conta do quanto fazemos parte e dependemos disso. Quando atingirmos esse ponto, teremos uma sociedade mais consciente da importância de parques e áreas protegidas.

Criar áreas de proteção ainda é uma solução?

Conseguimos avançar nesse ponto e evitar vários conflitos. Exemplo disso é que não foram mais criadas áreas onde antes havia terras indígenas. Por outro lado, diversos governadores têm dificuldade com esse sistema, pois ainda não conseguimos demonstrar claramente o valor econômico que as unidades de conservação agregam à região na qual se encontram. As lideranças políticas precisam aprender a enxergar essas áreas como oportunidades de desenvolvimento. Por outro lado, há um hiato histórico de consolidação dessas reservas. Hoje, temos 310 unidades federais no país, só que não existe pessoal para cuidar de todas nem estrutura. Assim, fica difícil argumentar sobre a importância da conservação.

Essa resistência à conservação é encontrada também no meio empresarial?

É diferente. Em uma convenção como a COP, não há metas para os empresários. Acredito que seja mais interessante ter um conjunto de empresas convergentes para uma única proposta. Por meio da cadeia produtiva podemos ter uma visão mais clara do que é melhor para a biodiversidade. Ao conseguir que essas empresas se engajem no processo, um outro nível de exigência irá surgir e será possível quantificar a totalidade de biodiversidade que está sendo perdida. Uma ideia é desenvolver uma ferramenta de política pública para que essas empresas tenham algum diferencial de preço no mercado. Um exemplo é o índice Bovespa de sustentabilidade, que poderia passar a incorporar a biodiversidade.

Iniciativas como essa podem fazer com que o setor privado se sobressaia nas políticas de conservação?

Quem poderá trazer essa modificação da iniciativa privada é a sociedade civil, ao chamar atenção para as questões ambientais. No pensamento predominante atual, quem está ganhando dinheiro não tem por que mudar seu modo de fazer as coisas, a não ser que sinta pressão do mercado por uma nova cultura. Outra questão muito debatida hoje no mundo é a sobrepesca.

Qual é a situação no Brasil?

Extremamente perigosa. O Ministério da Pesca, criado há pouco tempo, responde a uma lógica equivocada: a de que o Brasil pesca pouco, pois temos um litoral enorme e uma produção pesqueira pequena. Essa impressão é acentuada pela comparação com os países que dispoem de um litoral pouco extenso e pescam grandes volumes. Só que é preciso levar em conta que a nossa costa não é tão produtiva quanto, por exemplo, a do Peru. Cerca de 80% da capacidade de espécies em nosso litoral já está superexplorada. Além disso, as aquiculturas praticadas aqui, como a do camarão, destroem o berçário de vários peixes e inserem espécies exóticas, que passam a competir com as nativas. Tudo isso gera danos.

Quais as implicações das alterações no Código Florestal propostas pelo deputado Aldo Rebelo?

São várias. A primeira delas é a diminuição da mata ciliar, que é a faixa de proteção natural dos rios, algo que considero muito arriscado. Quando isso acontece, há perda na qualidade e no volume das águas dos rios, já que, quanto menor a vegetação ao redor, maior é a chance de assoreamento do leito. Quando o corpo d’água encher, em vez de manter seu leito original, vai transbordar e aumentar a área de abrangência para as laterais. No caso da Amazônia Legal, a legislação atual prevê que, ao fazer o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE; ferramenta do governo que controla o uso da terra em cada região), a área de reserva legal seja de, no mínimo, 80% em cada propriedade. Na proposta do deputado, essa porcentagem cai para 50%. Se isso for concretizado, teremos uma margem de desmatamento que não gostaríamos de ver. Em outra parte, o texto desobriga qualquer proprietário de ter uma reserva legal, mas o deputado garante que foi um erro de digitação. De qualquer forma, o Brasil, campeão de biodiversidade, tem nas mãos uma oportunidade de ouro: ser um país que trará diferenças para o desenvolvimento mundial, desde que isso seja feito com base inovadora, de forma sustentável e preocupada com a questão ambiental.
Publicado em 11/2010
http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/edicao-128/ano-internacional-da-bio-diversidade-605055.shtml


http://zeccabrandao.multiply.com/photos/album/47#photo=27.JPG

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Música na sala de aula

Didática

Brasílio Neto

Faça uma pesquisa rápida entre seus colegas, professor: Quantos ouvem música enquanto trabalham em casa, corrigindo provas, por exemplo? A grande maioria, com certeza. Talvez até mesmo você tenha esse hábito. Ora, você está lendo uma matéria escrita em parte ao som de Martinho da Vila.

Seus alunos também fazem suas lições, em seus quartos, com um CD ou rádio ligado ao lado. Alguns professores e pais de alunos reclamam desse hábito. Mas se é algo que normalmente fazemos, é difícil proibir ou botar a culpa do baixo rendimento escolar no Sepultura, Britney Spears ou Spice Girls.

Vantagens em alto e bom som - O uso correto da música pode bons resultados em sua sala de aula. Tanto pode ajudar na concentração como no relaxamento de seus discípulos.

Por exemplo, você acha que as salas de operação são silenciosas como nos filmes? A maioria dos cirurgiões tem suas músicas e artistas preferidos que são colocados para tocar durante todo o procedimento. Com isso, eles conseguem evitar que a mente divague e se concentram mais naquele trabalho.

Outras vantagens foram descobertas pelo psicoterapeuta búlgaro Georgi Losanov. Na década de 70, ele descobriu que a música barroca incentivava o lado direito do cérebro e a absorção de conhecimentos.

A partir desse estudo, os alemães orientais desenvolveram um método em que canções barrocas eram usadas como fundo em treinamentos. Dessa maneira, eles afirmavam estimular o lado direito do cérebro e acelerar a aprendizagem. Ao mesmo tempo, os sons harmoniosos fazem com que as pessoas se divirtam, aprendendo naturalmente, sem pressões.

Você também pode usar todas as vantagens da música em sua sala de aula, utilizando-a de diversas maneiras. Ela pode assumir o papel de prêmio para uma classe participativa e disciplinada e até ser o ponto de partida de sua aula.

Música de fundo - Está cada vez mais difícil perceber se os alunos levam ou não um rádio para sala de aula. Eles estão cada vez menores. E a ameaça não vem só dos pequenos receptores. A Internet nos trouxe o formato de música MP3, que pode ser gravada diretamente em chips, dispensando fitas e CD’s. Foi o bastante para que uma empresa japonesa desenvolvesse um relógio de pulso com um toca-MP3 embutido. Ou seja, seus alunos podem levar a música preferida para a sala de aula dentro do relógio.

Como proibir está cada vez mais complicado, a saída é usar a música como um atrativo para sua aula.

É simples: consiga um aparelho de som portátil e peça para seus alunos se responsabilizarem pelas fitas ou CD’s. A seguir, exponha as regras para sua turma:

- O som será ligado apenas durante a resolução de exercícios, discussões em grupo e atividades similares. Nunca durante as explanações do professor. Dessa maneira, você evita distrações durante o aprendizado.
- Não permita nenhum preconceito com relação a gêneros musicais, nem a predominância de um só estilo de música. Imponha limites, como: "Não, essa semana já ouvimos rock demais. Alguém tem um CD diferente?" . Se for necessário, leve você alguns CD’s para a sala. Dessa maneira, você os estará auxiliando a descobrir outros estilos e compositores os quais, de outra forma, não teriam acesso.
- Deixe absolutamente claro: nas aulas em que houver algum problema (indisciplina, desinteresse, conversas paralelas e outros), a música estará suspensa.
Comentário: Gostei muito da matéria de Brasílio Neto, pois enfoca bem o problema da sala de aula hoje, quem sabe pode ajudar você, professor. No meu blog, tenho inclusive, várias sugestões de música para trabalhar em sala de aula.

http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=864

Em comunicado, Farc elogiam eleição de Dilma Rousseff

Agência Estado
SÃO PAULO - O grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) saudou a eleição de Dilma Rousseff (PT) como presidente do Brasil. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 12, no site da Agência de Notícias Nova Colômbia (ANNCOL), o comando das Farc elogia a eleição, "pela primeira vez na história do Brasil, de uma presidenta". Dilma é descrita pelas Farc como "uma mulher ligada sempre à luta pela justiça".

A ANNCOL costuma divulgar mensagens dos guerrilheiros. O comunicado é firmado pelo secretariado do Estado-Maior Central das Farc, tendo como local de procedência as "montanhas da Colômbia". Segundo o texto, Dilma terá "um papel determinante na aclimatação da paz regional e na irmandade dos povos do continente".

As lideranças das Farc afirmam que Dilma defende a necessidade de uma saída política para o conflito interno da Colômbia. Segundo o grupo, a eleição dela "centuplicou nossa esperança na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e da justiça social".

As Farc são consideradas terroristas pelo governo dos Estados Unidos. Já o governo colombiano manteve negociações em administrações anteriores com o grupo, mas atualmente tem enfatizado a necessidade de combater militarmente os rebeldes. No fim de setembro, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que a tendência é que as Farc percam força, após a morte de seu então líder militar, "Mono Jojoy".

Primavera ou Inverno?

As razões para o frio que chegou em novembro

Será que alguém colou a folhinha de junho sobre novembro, só para fazer uma brincadeira? Os astrônomos provam facilmente que já estamos no meio da primavera. As vitrines estão ficando cada vez mais enfeitadas com as cores do Natal, mas as roupas que paulistanos, cariocas e curitibanos tiraram do armário não combinavam com esta época do ano.
A população da Região Sul e até de cidades do centro-sul de Mato Grosso do Sul, incluindo a capital, Campo Grande, também têm se preparado para um dia inverno em plena primavera. Todos com roupas fechadas e quentes demais para novembro, para se proteger do frio.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a temperatura mínima na madrugada de quinta-feira, dia 11 de novembro, ficou em torno dos 11ºC em Curitiba e em Florianópolis. Porto Alegre amanheceu com 12ºC, Campo Grande e São Paulo com 14ºC. Algumas áreas do Rio de Janeiro amanheceram com 18ºC e a chuva e o vento davam a impressão de que a temperatura estava mais baixa.
Como explicar tanto frio agora, no meio de novembro? A explicação não está nas mudanças climáticas, nem no efeito estufa, no aquecimento ou resfriamento global. Para entender o frio fora de hora, é preciso lembrar que frentes frias e ar polar chegam ao Brasil o ano todo, até no verão. Assim, dizer que uma frente fria virou tempo e derrubou a temperatura é uma explicação insuficiente, para a situação desta primavera. Afinal, não foi a primeira vez na estação que esfriou além do normal no centro-sul do país.
Chover e esfriar no centro-sul do Brasil em dias de primavera já aconteceu muitas vezes, mas este ano, o número de dias frios, com temperatura muito abaixo do normal, está maior. Nem precisa ser meteorologista para chegar a esta conclusão. Basta lembrar que os cobertores mais pesados ainda não foram aposentados na parte de cima do armário.
O frio desta primavera está no fenômeno La Niña. As águas do Oceano Pacífico, ao largo da costa do Peru, estão mais frias do que a média. Este desvio de temperatura causa mudanças climáticas também no Brasil. O resfriamento anormal na costa peruana intensifica e facilita o movimento das massas frias polares da Antártica em direção para a América do Sul. Assim, o ar frio polar tem chegado do Brasil nesta primavera com mais força do que se observa normalmente.
O fenômeno La Niña deve influenciar o clima no Brasil também nos meses de verão. Desta forma, eventos de dias frios ainda poderão ocorrer no centro-sul do Brasil na estação do ano mais quente do país. Isto não quer dizer que o verão será frio. Teremos dias de verão até muito quentes, mas alguns dias da estação ainda poderão ser com temperaturas bem abaixo do normal.
http://noticias.br.msn.com/brasil/artigo.aspx?cp-documentid=26311281

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Lista dos 20 personalidades mais poderosas do mundo, segundo a Forbes.
1º Hu Jintao [presidente da China]
2º Barack Obama [ presidente dos EUA]
3º Abdullah bin Abdul Aziz al Saud [rei da Arábia Saudita]
4º Vladimir Putin [primeiro-ministro da Rússia]
5º Bento 16 [papa]
6º Angela Merkel [chanceler da Alemanha]
7º David Cameron [primeiro-ministro do Reino Unido]
8º Ben Bernanke [presidente do Federal Reserve, banco central americano]
9º Sonia Gandhi [presidente do governante Partido do Congresso da Índia]
10º Bill Gates [fundador da Microsoft]
11º Zhou Xiaochuan [presidente do Banco Popular da China, o banco central chinês)
12º Dmitri Medvedev, presidente da Rússia
13º Rupert Murdoch [dono do império de mídia News Corporation]
14º Silvio Berlusconi [primeiro-ministro da Itália]
15º Jean-Claude Trichet [presidente do Banco Central Europeu]
16º Dilma Rousseff [presidente eleita do Brasil]
17º Steve Jobs [presidente da Apple]
18º Manmohan Singh [primeiro-ministro da Índia]
19º Nicolas Sarkozy [presidente da França]
20º Hillary Clinton [secretária de Estado dos EUA]...
58º Eike Batista [empresário brasileiro]
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/825482-hu-jintao-destrona-obama-na-lista-de-mais-poderosos-do-mundo-dilma-e-a-16-colocada.shtml

domingo, 7 de novembro de 2010

Manifestantes enfrentam polícia contra trem com lixo radioativo na Alemanha

07/11/2010
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A polícia alemã e manifestantes antinucleares se enfrentaram violentamente neste domingo no norte da Alemanha, em meio a um protesto pela passagem de um trem com resíduos radioativos vindo da França.

A polícia usou cassetetes e gás lacrimogêneo contra cerca de 250 pessoas que tentavam retirar partes dos trilhos pelo qual deve passar o trem perto de Metzingen, a 30 km de seu destino final, o centro de armazenamento de Gorleben.


Ativistas entram em confronto com a polícia no norte da Alemanha para tentar evitar passagem de trem com resíduos nucleares


Os militantes atacaram os policiais com bengalas, segundo informou um porta-voz da polícia, Markus Scharf.

Os resíduos processados pelo grupo francês Areva partiram da França na sexta-feira e devem percorrer 600 km sob vigilância de 16 mil policiais alemães para chegar ao depósito em Gorleben, na noite deste domingo.

O trem é considerado "o mais radioativo da história" por ecologistas e leva 308 contêineres com 123 toneladas de resíduos nucleares vitrificados. Os dejetos correspondem, segundo a empresa Areva, ao consumo elétrico de 24 milhões de pessoas durante um ano.

Os militantes ecologistas de ambos lados da fronteira multiplicaram as operações para atrasar o avanço da composição, acorrentando-se à via férrea ou em pontes próximas.

O movimento antinuclear redobrou de intensidade na Alemanha desde que a chanceler, Angela Merkel, decidiu prolongar a vida útil de 17 centrais nucleares. O governo perdeu popularidade em grande parte por causa da decisão de estender a vida nuclear útil em mais ou menos 12 anos, além da data prevista para o seu encerramento, fixada para 2021. A Alemanha produz 23% da sua energia a partir de fonte nuclear.


No sábado, uma manifestação reuniu milhares, em Dannenberg, perto do centro de Gorleben, --50 mil, segundo os organizadores, e menos de 20 mil, segundo a polícia.


Durante o protesto em Dannenberg, milhares de manifestantes ouviram discursos e música, enquanto outros fizeram planos para tentar parar, pelo menos temporariamente, o comboio, antes que ele chegue em Gorleben.


Os manifestantes temem que o depósito de Gorleben, construído como um local de armazenamento temporário, possa vir a se tornar permanente. O Greenpeace diz que o local, dentro de uma mina de sal abandonada, não seria seguro, no longo prazo.

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/826830-manifestantes-enfrentam-policia-contra-trem-com-lixo-radioativo-na-alemanha.shtml

Santos perdeu mais de 10 mil habitantes nos últimos 10 anos

5 de novembro de 2010

IBGE

Alcione Herzog

A tendência de encolhimento da população santista foi mantida . Dados parciais do Censo 2010 divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, ao contrário do que vem acontecendo com o País, com o Estado de São Paulo e com a maioria das cidades da região, Santos perde moradores a cada ano, situação idêntica acontece com Guarujá.
No caso de Santos, os últimos números do Censo 2010 apontam 407.506 habitantes, quantidade 2,5% menor do que a contagem anterior, realizada em 2000. A quantidade se mostrou bem inferior às projeções feitas pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), que estimava para esse ano 433.502 pessoas.
O coordenador do Censo 2010 na Subárea de Santos, Mário Sérgio dos Santos, explica que os dados ainda serão atualizados até o próximo dia 29, mas não devem oscilar muito. "Já visitamos uma quantidade aceitável de domicílios e podemos dizer que em Santos a taxa deverá se manter negativa. A última vez que houve crescimento populacional foi no Censo de 1991".
Para o coordenador, a diminuição das populações vem se repetindo em cidades classificadas como polo regional. "Aqui existem restrições tanto geográficas quanto em relação ao custo de vida que impedem o aumento populacional". Mário Sérgio acredita que Santos ainda é uma cidade muito mais formadora de mão de obra do que geradora de oportunidades. "Isso até pode mudar com a cadeia do pré-sal, mas o reflexo maior será nas cidades vizinhas. Hoje, muitos que se formam aqui vão para fora".
Baixada
A Baixada Santista ganhou, em média, mais 112.640 moradores nos últimos 10 anos, totalizando 1.589.460 pessoas. Porém, conforme o levantamento do IBGE, Guarujá registrou perda de habitantes passando dos 264.812 do censo de 2000 para 260.477 agora, o que significa uma redução de 4.535 moradores.
A cidade que mais cresceu foi Bertioga, com alta populacional de 52,1%. Entretanto, apenas Peruíbe ultrapassou a estimativa de habitantes da Fundação Seade, que era de 56.019 moradores, a cidade já conta com 59.703. A coleta de dados para o Censo 2010 está chegando ao fim e os moradores que ainda não tiveram suas casas recenseadas pelo IBGE podem agendar, pela internet, a entrevista com um recenseador.
É preciso preencher um formulário e, em um prazo de 72 horas, o IBGE entra em contato por telefone para agendar a visita do recenseador. O Censo 2010 teve início em 1º de agosto de 2010. Nesses três meses de trabalho, 191 mil recenseadores percorreram os 5.565 municípios brasileiros para investigar as características dos domicílios, as relações de parentesco, fecundidade, educação, trabalho, renda, cor, raça e religião. "Os questionários serão tabulados e basearão inúmeras divulgações das transformações sociais no País", explica o coordenador da Subárea de Santos, Mário Sérgio dos Santos.

sábado, 23 de outubro de 2010

G20 faz acordo sobre política monetária e reforma do FMI

Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 23/10/2010 10:07

Por Fiona Shaikh e Langi Chiang

GYEONGJU, Coreia do Sul (Reuters) - Os países que compõem o G20 chegaram a um acordo no sábado para deter as desvalorizações competitivas de moedas, embora não tenham conseguido um consenso sobre uma linguagem mais firme que poderia ter estimulado o dólar.
Durante uma reunião na Coreia do Sul, a crescente influência das grandes nações emergentes foi reconhecida em um surpreendente pacto para dar-lhes maior participação no Fundo Monetário Internacional (FMI).
Os esforços dos Estados Unidos para limitar os atuais desequilíbrios das contas correntes a 4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), uma medida que apontava diretamente ao superávit da China, encontraram resistência em várias nações.
Os membros do G20 se comprometeram em um comunicado a "regular as desvalorizações competitivas de suas moedas", enquanto as nações em desenvolvimento prometeram reduzir seus déficits orçamentários ao longo do tempo e tomar ações para controlar os desequilíbrios das contas correntes.
"Para que o mundo possa crescer a um ritmo forte e sólido no futuro... precisamos trabalhar para conquistar um maior equilíbrio no caminho da expansão global enquanto nos recuperamos da crise", disse o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner.
As propostas dos Estados Unidos para regular os desequilíbrios das contas correntes acontecem enquanto Pequim acumulou 2,65 trilhões de dólares em reservas de moeda oficial como consequência de seu enorme superávit comercial, o que levou a Câmara dos Deputados norte-americana a aprovar uma lei que ameaça retaliações a menos que a China permita o fortalecimento de sua moeda.
Autoridades chinesas não fizeram comentários sobre a disputa, mas uma fonte do G20 disse que Pequim era contra qualquer comunicado que comprometesse explicitamente os países a limitar seus balanços de conta corrente ou com qualquer outro regulamento sobre política monetária.
As tensões que no encontro levaram Japão e China a rebater as propostas norte-americanas continuaram até depois do fim da cúpula.
A Alemanha disse que havia críticas à política norte-americana de injetar dinheiro no sistema bancário que terminou chegando a economias emergentes como o Brasil, causando bolhas nos preços dos ativos.
"Tentei deixar claro em minha contribuição a discussão que considero (o relaxamento) uma forma errada de atuar", disse o ministro alemão de Economia, Rainer Bruederle.
"Um excessivo e permanente incremento no dinheiro (injeção de fundos) é, sob meu ponto de vista, uma manipulação indireta da taxa (de câmbio)", afirmou.
Contudo, a Coreia do Sul foi mais otimista sobre o resultado da reunião e disse que o G20 estava ajudando a acabar com a incerteza dos mercados.
"Isso terminará com a controvérsia pela taxa de câmbio", afirmou o ministro sul-coreano de Finanças, Yoon Jeung-hyun.
MAIS PARTICIPAÇÃO NO FMI
O acordo de reforma do FMI foi descrito como um momento "histórico" pelo diretor-gerente do fundo, Dominique Strauss-Kahn, o que levará aos europeus entregar duas vagas no conselho de direção e 6 por cento a mais de poder de votação às nações emergentes.
"Esta é a maior reforma já realizada na direção da instituição", afirmou a jornalistas Strauss-Kahn, quem está no comando do organismo de 187 países.
O acordo transformará a China no terceiro integrante mais poderoso do FMI, superando potências tradicionais como Alemanha, França e Itália. A Índia passará do 11o ao oitavo lugar.
"Nossa demanda era de que a cota de participação deveria refletir a realidade e as fortalezas econômicas atuais, (caso contrário) teria danificado a credibilidade da instituição. Isso está sendo corrigido agora", disse o ministro de Finanças indiano, Pranab Mukherjee.
O G20 decidiu há um ano entregar ao menos 5 por cento dos direitos de votação a nações em desenvolvimento como Índia e Brasil, cujo peso dentro do FMI não estava de acordo com seu ritmo de desenvolvimento.

(Reportagem adicional de Louise Egan, Daniel Flynn, Yoo Choonsik, Gernot Heller e Tetsushi Kajimoto)
http://dinheiro.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=26055746

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Mortalidade infantil cresce na Baixada Santista

Sandro Thadeu

Dados extraoficiais da Diretoria Regional de Saúde da Baixada Santista (DRS-4), órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde, e de secretarias municipais do setor apontam que a mortalidade infantil cresceu em 2009 na região, em comparação a 2008. De cada mil crianças nascidas vivas no ano passado, 18,4 morreram antes de completar o primeiro aniversário.
Há dois anos, esse indicador era de 16,5. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), esse é o principal termômetro de saúde pública. O índice considerado aceitável pelo órgão internacional é de dez óbitos para cada mil nascimentos.
A Tribuna solicitou esclarecimentos aos representantes da DRS sobre o assunto, mas foi comunicada que o Estado não vai se pronunciar, sob a justificativa de que os dados oficiais ainda não foram fechados. A previsão é que os números sejam divulgados pela Fundação Seade até o início de setembro. A situação é, no mínimo, curiosa.
Nos últimos anos, as estatísticas sobre o tema foram divulgadas durante o mês de julho. O Estado também não se manifestou sobre a demora para apresentar as informações referentes ao ano passado. Dos nove municípios da região, Mongaguá foi o que teve o pior desempenho (38,7), enquanto Bertioga, o melhor (10,3) ­ veja mais detalhes no quadro.
Justificativas - O diretor de Saúde de Mongaguá, Sérgio Paulo de Almeida Nascimento, explicou que, ao assumir o cargo este ano, foi iniciado um trabalho mais intenso para evitar a mortalidade infantil. A principal iniciativa foi a criação de equipes de retaguarda específicas para saúde da mulher e da criança, cuja finalidade é atender os casos mais complexos."Além disso, estamos atuando forte para melhorar o acompanhamento do pré-natal, assim como aprimorar os serviços prestados nas unidades de atenção básica e no nosso hospital", disse.
A presidente da Comissão Especial de Prevenção à Mortalidade Materna-Infantil de São Vicente, a pediatra Ana Lúcia Ramos Barbosa Passarelli, disse que um dos fatores que contribuem para a mortalidade infantil é o pré-natal tardio. Tal situação acontece na Cidade, normalmente, com adolescentes e com mães com uma grande quantidade de filhos. A médica entende que essa questão não se resume somente a atuação dos serviços de saúde. "As ações de prevenção e acompanhamento que realizamos são fundamentais, mas outros aspectos contribuem para os números, como a falta de saneamento básico, má alimentação e condições socioeconômicas", justificou.
Desempenho melhora este ano Números parciais da Diretoria Regional de Saúde daBaixada Santista (DRS-4) deste ano revelamque os municípios conseguiram reduzir muito os óbitos no primeiro semestre. Esse é o caso de Cubatão (6,3) e Peruíbe (8,1), que diminuiram o indicador para menos de dez falecimentos de menores de 1 ano para cada mil nascimentos. Secretário de Saúde de Peruíbe, Cézar Kabbach Prigenzi informou que o acompanhamento do pré-natal foi intensificado.
O Banco de Leite e a Casa da Gestante, equipamento do Governo do Estado, também contribuiram para a queda de óbitos. "A tendência é que os números melhorem a partir de agora com a ampliação do saneamento e com o trabalho intenso que estamos desenvolvendo. Esse indicador é o principal termômetro da qualidade dos serviços de saúde", ressaltou. Atenção especial - O titular da Secretaria de Saúde de Praia Grande, Adriano Bechara, explicou que a mortalidade infantil cresceu no município no ano passado, principalmente no primeiro semestre, quando a cidade ficou sem dez médicos do Programa de Saúde da Família. Após a reposição do quadro, foi criado um grupo de trabalho de diferentes áreas para acompanhar os casos, fato que contribuiu bastante para a diminuição das mortes. Além disso, mães e crianças de até um ano de áreas periféricas recebem uma atenção especial de ginecologistas e pediatras nas unidades de Saúde da Família. "Reduzir a mortalidade infantil é prioridade", disse. Guarujá também está empenhada nessa luta. De acordo com a diretora de Vigilância à Saúde, Ana Terezinha Lopes Plaça, são promovidas ações específicas pelo Comitê de Mortalidade Materna durante todo o ano,como aleitamento materno e prénatal.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Desastres ambientais agravam crise de água na China

03/08/2010
GUILLEM MARTINEZ PUJOL
DA EFE, EM PEQUIM

A sucessão de acidentes ambientais nas águas da China está agravando o problema de abastecimento no país, que sustenta 20% da população mundial com apenas 7% dos recursos hídricos disponíveis no planeta.

Com estes dados, segundo as Nações Unidas, cada cidadão chinês dispõe de 2.138 metros cúbicos de água por ano, quatro vezes menos que a média dos países desenvolvidos.

Por sua distribuição geográfica e os diferentes climas no país, a distribuição interna de água na China também não é equilibrada, com um norte árido e frequentemente semidesértico e um sul tropical e sujeito a chuvas de monção.
Trabalhadores chineses coletam lixo trazido pelas águas próximas à represa de Três Gargantas

O gigante asiático vive suas piores enchentes em 12 anos, que já deixaram mais de 1.500 mortos e desaparecidos no país, mas não pode garantir a provisão de água em todo seu território.

O governo chinês se mostra incapaz de ordenar seu mapa hidrográfico e realiza obras faraônicas, como a represa das Três Gargantas, no rio Yang-Tsé, ou o futuro Eixo de Desvio de Águas Sul-Norte, previsto para 2014, e vê uma proliferação, sem remédio, dos acidentes.

Nas últimas semanas, marés negras chegaram ao litoral, além de pragas de algas, que cobriram milhares de quilômetros quadrados e mataram toneladas de peixes, entre outros fatos.

A China é um dos países mais poluídos do mundo, devido em grande parte à acelerada industrialização vivida no país, cuja riqueza foi construída com uma exploração dos recursos com pouco controle e supervisão.

DOBRO

As últimas estatísticas oficiais apontam que os acidentes ambientais duplicaram em relação ao ano passado, com 102 incidentes apenas nos seis primeiros meses de 2010.

O Ministério de Proteção Ambiental chinês apresentou na semana passada os negativos resultados de um estudo oficial realizado este ano em milhares de amostras de águas da superfície do país.

Segundo a avaliação oficial, apenas 49,7% das águas estão aptas para o consumo e 26,4% são destinados à indústria, por não serem adequadas.

De fato, mais de 100 das 600 maiores cidades da China sofrem cortes regulares e outras 400 vivem problemas temporários de abastecimento dependendo da temporada.

A indústria pesada e a atividade agrícola, que abusa de pesticidas e adubos industriais, são as principais causas da deterioração da água, além das pobres medidas de aproveitamento, já que apenas 38% da água é tratada para poder ser reutilizada.

O Greenpeace estima que cerca de 100 milhões de chineses --um em cada 14-- realiza suas atividades cotidianas, como cozinhar, beber, tomar banho, com águas poluídas que afetam diretamente sua saúde.

Por sua vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) cifrou em 100 mil as mortes anuais que a China sofre por doenças diretamente ligadas à poluição da água.

Em 2007, o governo chinês assumiu que foram lançadas 30,3 milhões de toneladas métricas de resíduos nas águas do país, que deixaram 70% dos rios, lagos e reservas "gravemente contaminados", incluindo fontes importantes como os rios Yang-Tsé e Amarelo, além de lagos como o Taihu e o Chaohu, terceiro e quinto de maior capacidade, respectivamente.

"A crise ambiental, particularmente para a água, está chegando à China antes do esperado", reconheceu Pan Yue, vice-ministro de Proteção Ambiental.

O Banco Mundial (BM) elaborou um relatório no qual considerava que a poluição do ar e das águas na China são problemas com "consequências catastróficas para gerações futuras", que custam mais de US$ 100 bilhões anualmente, superiores a 5% de seu Produtor Interno Bruto (PIB).

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/776941-desastres-ambientais-agravam-crise-de-agua-na-china.shtml

Evo Morales pede que Obama rejeite lei de imigração do Arizona

05/08/2010
DA ANSA, EM LA PAZ

O presidente da Bolívia, Evo Morales, apelou à origem afro-americana de seu homólogo norte-americano, Barack Obama, para pedir que ele rejeite a lei anti-imigração do Arizona e evite o retorno "dos obscuros dias de perseguição por cor de pele e origem racial" nos Estados Unidos.

Morales anunciou nesta quinta-feira que enviará a Obama uma carta com a solicitação e iniciará uma campanha internacional "em defesa" dos migrantes, tal como fez para que a Organização das Nações Unidas (ONU) aprove uma resolução que reconheça a água como um dos direitos humanos.

O presidente boliviano leu em uma coletiva de imprensa a missiva, na qual recorda que o mandatário dos EUA "é o primeiro afro-americano" que chegou ao cargo político máximo da nação, e que seus pais, assim como milhares de imigrantes, "tiveram que iniciar uma vida em um país que não era deles".

"Não sei o que pensou seu pai, que foi imigrante, se sentiu que não podia viver e trabalhar" em um país que "prega a justiça social, a livre circulação e mercado, e castiga os latino-americanos", que fazem "tanto esforço para o desenvolvimento" dos Estados Unidos, continua a mensagem.

A lei SB1070 entrou em vigor há uma semana, embora parte de seus artigos tenham sido bloqueados pela juíza Susan Bolton. Entre os pontos suspensos estão os mais polêmicos, como o que possibilitaria às autoridades revistarem uma pessoa que pareça suspeita de ser ilegal e o que obrigaria os imigrantes a portarem documentos que comprovassem sua estadia.

A vigência da norma do Arizona "somada à diretiva de retorno voluntário" da Europa, afirma a carta de Morales, coloca "em difícil situação milhares de imigrantes, principalmente latino-americanos".

A diretiva aplicada na União Europeia (UE) prevê o regresso voluntário de imigrantes ilegais, estabelecendo um período máximo de detenção para quem for preso, o qual não poderá exceder seis meses, e introduzindo a proibição de entrada nos países do bloco por até cinco anos para quem for expulso.

O presidente boliviano lembra ainda a Obama que "está em suas mãos evitar que em seu país retornem os obscuros dias de perseguição pela cor de pele e a origem racial".

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/778278-evo-morales-pede-que-obama-rejeite-lei-de-imigracao-do-arizona.shtml

terça-feira, 27 de julho de 2010

Israel estuda proibir batismos no rio Jordão devido à poluição


26/07/2010
ANA CÁRDENAS
DA EFE, EM JERUSALÉM

Por causa dos altos índices de poluição no caudaloso rio Jordão, quatro vezes acima do permitido, os batismos no local podem ser proibidos até a redução desses níveis.

O Ministério da Saúde israelense ordenou análises para determinar os níveis de bactérias presentes no Jordão e, enquanto se esperam pelos resultados, dará instruções para que se advirta os banhistas de que as águas estão contaminadas e que se proíba banhos no local, conforme a imprensa israelense.

Nesse rio fica o local conhecido como Qaser al-Yahud, perto da cidade cisjordaniana de Jericó, onde, como ensina a tradição cristã, São João batizou Jesus.

Milhares de fiéis vão a cada ano a esse ponto do rio para mergulhar em suas águas e reviver esse ato de fé.

A fim de potencializar o turismo religioso, o Ministério do Turismo investiu nos últimos meses US$ 2 milhões para dar melhores condições à margem ocidental da bíblica nesse ponto.

ESTUDO

Mas o projeto poderá parar se o Ministério da Saúde determinar que, como mostra estudo da ONG Amigos da Terra, uma das mais importantes de ambientalistas da região, entrar no rio representa um perigo à saúde. Deste modo, deve ordenar ao Ministério do Turismo que proíba os batismos na zona dos fiéis cristãos.

"Pedimos ao Ministério da Saúde simplesmente que aplique a lei" declarou recentemente Gidon Bromberg, diretor em Israel da ONG, que acrescentou de forma taxativa que "banhos nessa área do Jordão são insalubres".

Os estrangeiros que chegam à região seguindo rotas religiosas são uma das fontes turísticas mais importantes para Israel, que tenta desenvolver esse potencial.

Conforme cálculos do Ministério do Turismo, 100.000 pessoas visitam por ano Qaser Al-Yahud. Esse órgão está tentando encontrar uma solução com o Ministério da Saúde para permitir que as pessoas sigam fazendo as cerimônias batismais sem correr riscos.

Mas a solução não é singela, porque o Jordão está altamente contaminado e limpar suas águas não é tarefa fácil.

POLUIÇÃO ATIVA

"Enquanto Israel, Jordânia e a Autoridade Nacional Palestina não pararem de despejar poluição no rio e não proporcionarem fluxos de água limpa, banhar-se ali será perigoso", sentencia Bromberg.

Pelos dados divulgados pela pesquisa dos Amigos da Terra, a água do Jordão registra na zona de Qaser al-Yehud um nível de bactérias fecal-coliformes de 750, quando o limite permitido tanto em Israel quanto na União Europeia para locais de banho é de 200.

"Não nos opomos à abertura ao local para o turismo, nem que se façam batismos, mas não pode ser feito com a água nessas condições", explica Bromberg.

Segundo ele, se durante a cerimônia se tragar acidentalmente algo de água, o batizado "pode sofrer no melhor dos casos vômitos, infecção estomacal e gastroenterite e, no pior, pode contrair doenças graves como a pólio".

Também adverte que banhar-se na água poluída pode provocar infecções de pele, otites, e reações alérgicas e infecções a partir de pequenos cortes na pele.

TRADIÇÃO

O método habitual adotado pelos peregrinos cristãos para reviver o batismo de Jesus Cristo é mergulhar totalmente na água do Jordão, uma experiência que costumam fazer emocionados, acompanhados de párocos e cobertos simplesmente com uma túnica branca que leva impressa a imagem do rosto de Jesus.

A Amigos da Terra denunciou em maio que o Jordão, que nasce no mar da Galiléia e desemboca no mar Morto, serpenteando ao longo de 217 quilômetros, perdeu nos últimos anos 98% de seu caudal e poderia secar no próximo ano se os países contíguos não tomarem medidas.

Este rio, que tem um importante significado espiritual para as três principais religiões monoteístas, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, também perdeu metade de sua biodiversidade.

De suas margens desapareceram lontras e corujas que não puderam suportar a salinidade e a ausência de água limpa, e muitas das árvores que ficavam na margem do curso d'água foram substituídas por juncos, mais resistentes à deterioração do ecossistema.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/772649-israel-estuda-proibir-batismos-no-rio-jordao-devido-a-poluicao.shtml

sábado, 24 de julho de 2010

Brasil é terceiro pior do mundo em desigualdade

ONU afirma que País tem baixa mobilidade socioeconômica e só perde para Bolívia e Haiti em diferença entre ricos e pobres

Leandro Colon / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

O Brasil tem o terceiro pior índice de desigualdade no mundo e, apesar do aumento dos gastos sociais nos últimos dez anos, apresenta uma baixa mobilidade social e educacional entre gerações. Os dados estão no primeiro relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre América Latina e Caribe.

Segundo o estudo, a região é a mais desigual do mundo. "A desigualdade de rendimentos, educação, saúde e outros indicadores persiste de uma geração à outra, e se apresenta num contexto de baixa mobilidade socioeconômica", diz o estudo do órgão da ONU concluído neste mês.

Entre os 15 países com maior diferença de renda entre ricos e pobres, 10 estão na América Latina e Caribe. Na região, o Brasil empata com Equador e só perde para Bolívia e Haiti em relação à pior distribuição de renda. Quando outros continentes são incluídos, a Bolívia ganha a companhia de Madagáscar e Camarões no primeiro lugar, e o Haiti tem ao seu lado, na segunda posição, Tailândia e África do Sul. Para o PNUD, esses países apresentam índices "muito altos".

O relatório do órgão da ONU destaca que a maior dificuldade na América Latina é impedir que desigualdade social persista no decorrer de novas gerações.

Pobreza. "A desigualdade reproduz desigualdade, tanto por razões econômicas como de economia política", afirma trecho do documento. E os números não são nada bons para o Brasil. Cerca de 58% da população brasileira mantém o mesmo status social de pobreza entre duas gerações, enquanto no Canadá e nos países nórdicos, por exemplo, esse índice é de 19%.

"Estudos realizados em países com altos níveis de renda mostram que a mobilidade educacional e o acesso a educação superior foram os elementos mais importantes para determinar a mobilidade socioeconômica entre gerações", diz a ONU.

Pai e filho. Segundo o estudo da ONU, é baixo também o crescimento do nível de escolaridade entre pai e filho. E esse resultado é influenciado pelo patamar educacional da geração anterior.

No Brasil, essa influência chega a ser de 55%, enquanto nos EUA esse porcentual é de 21%. O Brasil, nesse quesito, perde para países como Paraguai, Panamá, Uruguai e Jamaica. O estudo do PNUD destaca que acesso a bens e serviços públicos podem ajudar a aumentar essa mobilidade educacional.

A evolução do gasto público social é destacada pelo órgão da ONU.

Gasto social. Segundo o estudo, esse tipo de despesa gira em torno de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) na região. Entre 2001 e 2007, o gasto por habitante aumentou 30%, de acordo com o relatório, sendo que a maior parte disso concentrou-se em segurança e assistência social.

"É possível afirmar que os países da América Latina e Caribe realizaram um importante esforço para melhorar a incidência do gasto social", diz a conclusão do estudo.

O PNUD ressalta o crescimento econômico de alguns países nos dez últimos anos, entre eles o Brasil, mas faz um alerta: "Ainda que sejam evidentes os avanços no desenvolvimento humano e na diminuição da pobreza em diversos países da região, os valores agregados escondem importantes desigualdade".

Os dados apontam ainda que as mulheres e as populações indígenas e afrodescendente são os mais prejudicados pela desigualdade social na América Latina e Caribe.

No Brasil, por exemplo, apenas 5,1% dos descendentes de europeus vivem com menos de 1 dólar por dia. O porcentual sobe para 10,6% em relação a índios e afros. Mais uma vez, o PNUD lembra que os acessos a infraestrutura, saúde e educação poderiam alterar esse cenário.

Propostas. O estudo da ONU defende que é possível romper o círculo vicioso da desigualdade. Para isso, são necessárias políticas que combatam a pobreza de forma estratégica "A desigualdade é um obstáculo para o avanço no desenvolvimento humano, e sua redução deve incorporar-se explicitamente na agenda pública", diz o documento.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100724/not_imp585384,0.php

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cepal prevê crescimento de 7,6% no Brasil e 5,2% na América Latina

Marcia Carmo
de Buenos Aires para a BBC Brasil



A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) prevê que a economia do Brasil deve crescer 7,6% neste ano e influenciar a expansão da economia da região, que deve ter um crescimento de 5,2% em 2010.

Os dados foram divulgados pelo órgão da ONU nesta quarta-feira, em Santiago, no Chile. De acordo com a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, o crescimento regional "será mais alto do que o previsto" - em especial, na América do Sul.

"As maiores taxas de crescimento em 2010 observam-se na América do Sul, encabeçadas pela economia de maior tamanho, o Brasil, que crescerá 7,6%, seguido por Uruguai (7%), Paraguai (7,0%), Argentina (6,8%) e Peru (6,7%)", afirmou.

Oficialmente, o Ministério da Fazenda estima uma expansão de 6,5% para a economia brasileira, mas o próprio ministro Guido Mantega já chegou a falar em um crescimento de 7%.

Na última segunda-feira, o boletim Focus - divulgado semanalmente pelo Banco Central com base em consultas ao mercado - registrou a previsão de um crescimento de 7,2% do PIB do Brasil em 2010.

Resultados

Alicia Bárcena observou que os países da América Latina apresentam neste ano resultados diferentes em suas economias.

Segundo ela, os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) registram resultados melhores pela "maior capacidade de adotar políticas públicas". Segundo a Cepal, os quatro membros do bloco devem crescer acima dos 6%.

Bárcena ressaltou ainda que a expansão está ligada também aos países que, como o Brasil, têm forte mercado interno e alta participação nas exportações para a Ásia.

Outros países da região terão taxas de crescimento mais modestos, como Bolívia (4,5%), Chile (4,3%) e México (4,1%). Os menores patamares foram previstos para Colômbia (3,7%), Equador e Honduras (2,5%), Nicarágua e Guatemala (2%).

Os dois países com previsão de crescimento negativo são Venezuela (-3%) e Haiti (-8,5%).

A Cepal afirma que a situação econômica do Haiti foi afetada pelo terremoto que arrasou o país em janeiro passado. No caso do Chile, atingido por um terremoto em fevereiro, a previsão de crescimento também foi reduzida, mas em menor escala.

De acordo com o organismo, o maior nível de atividade econômica regional teve uma repercussão positiva sobre o emprego. Isso permitirá uma redução do desemprego na região, que deve ficar em aproximadamente 7,8% em 2010 - uma redução em comparação à taxa observada em 2009 (8,2%).

Para 2011, a Cepal prevê um crescimento menor na região, de 3,8%, devido a "incertezas que persistem na economia internacional, sobretudo na Europa".

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/07/100721_cepal_mc_rc.shtml

domingo, 18 de julho de 2010

Brasileiro é campeão mundial de banho, mas não lava as mãos

16 de julho de 2010 - G1
Ricardo Prado - Redação (Jornal A Tribuna - Santos-SP)

O brasileiro quebrou um recorde mundial. Não foi em nenhuma modalidade esportiva, nem na economia. Uma pesquisa foi atrás do comportamento, da rotina dos brasileiros.

Parece, mas não é brincadeira. É sério. Fizeram uma pesquisa em dez países, quatro da Europa. O Brasil ficou mesmo em primeiríssimo lugar. Ninguém toma tanto banho quanto nós. São 20 por semana, quase três por dia. Mas, lavamos muito pouco as mãos. Um hábito que pode prevenir várias doenças.


A publicitária Ana Carolina Soares toma pelo menos dois banhos por dia. É um hábito que começou na infância. “Eu preciso de um banho para acordar e me sinto melhor antes de dormir tomando um banho também”, justifica a publicitária Ana Carolina Soares.

Brasileiro gosta de banho. Somos recordistas mundiais. Ficamos em primeiro lugar em uma pesquisa feita em dez países. No Brasil, tomamos em média quase três banhos por dia. Na Índia, são três por semana.

“Eu acho que o clima influencia um pouco. Vivemos em um país tropical”, lembra um brasileiro.

O brasileiro adora tomar banho, mas não tem tanto cuidado com a higiene das mãos. É o que diz a mesma pesquisa. Nesse hábito, o Brasil caiu para quinto lugar. Ao todo, 1.057 brasileiros foram entrevistados. Só 16% disseram que lavam as mãos antes de alimentar as crianças, menos da metade (49%) quando usa o banheiro, 46% antes de preparar a comida e 21% depois de tocar em animais.

Em um shopping nem é preciso ir ao banheiro. A pia fica na praça de alimentação, mas poucos param.

“É falta de cuidado, falta de informação também. Se o pessoal soubesse como o dinheiro mesmo transmite bactérias e outras doenças, teria mais cuidado”, opina o técnico em eletrônica Mario Ricardo.

Lavar as mãos sempre com água e sabão ou usar álcool gel é mais importante do que tomar tantos banhos. A mão entra em contato com tudo. É o que diz o infectologista Julival Ribeiro: “Eu posso me contaminar com um vírus ou uma bactéria e a depender do meu estado imune desenvolver até uma infecção”.

É uma questão de mudança de hábitos: “Tem que ensinar às crianças desde pequenas a ter certos hábitos: ir ao banheiro, lavar as mãos, chegar em casa, lavar as mãos, vai almoçar. Lavar as mãos, eu faço isso com as crianças, com os meus netos, fiz com os meus filhos”, diz a professora Ligia Zardo.

Outro dado preocupante: 30% dos brasileiros sabem que os germes existem. Mas não se preocupam com os riscos.

Ranking
Média por semana
19,8 Brasil
8,4 Rússia
7,9 Japão
7,7 França
7,4 EUA
6,1 Itália
6,1 Alemanha
5,6 Reino Unido
4,9 China
3 Índia

Fonte: Reckitt Benckiser

http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=45583&idDepartamento=8&idCategoria=0

terça-feira, 13 de julho de 2010

Brasil deve eliminar miséria até 2016, diz Ipea

13 de julho de 2010

De acordo com estudo divulgado pelo instituto, pobreza será reduzida a 4% da população

Alexandre Rodrigues, da Agência Estado

RIO - O Brasil eliminará a miséria e reduzirá a pobreza a apenas 4% da população até 2016. É o que projeta estudo divulgado nesta terça-feira, 13, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O trabalho mostra que, entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de brasileiros saíram da condição de pobreza absoluta (caracterizada por renda domiciliar mensal per capita de até meio salário mínimo). Já no caso da pobreza extrema (renda per capita de até um quarto do salário mínimo), o contingente que deixou essa condição no mesmo período foi de 12,1 milhões de pessoas.


Os números representaram uma queda de 33,6% na taxa de pobreza absoluta, que ficou em 28,8% da população em 2008. Já a proporção de miseráveis, estimada em 10,5% da população em 2008, reduziu quase 50% em relação a 1995. A velocidade dessa queda da pobreza desde a estabilidade econômica proporcionada pelo Plano Real e a aceleração desse ritmo identificada pelo Ipea no governo Lula (2003-2008) permitiram aos autores do trabalho projetar a redução a zero da pobreza extrema no País em quatro anos, além de uma queda vertiginosa da chamada pobreza absoluta

O trabalho "Dimensão, evolução e projeção da pobreza por região e por estado no Brasil" foi publicado no número 58 da publicação Comunicados do Ipea.

Distribuição

Embora os índices de pobreza no Brasil tenham experimentado queda mais acelerada nos últimos anos, a melhoria das condições econômicas da população desde o Plano Real não teve uma distribuição uniforme entre as regiões do País.

Enquanto a taxa de pobreza absoluta caiu 33,6% entre 1995 e 2008 em todo o País, a redução foi de apenas 12,7% na região Centro-Oeste. Já a queda da taxa de pobreza extrema, cuja média nacional reduziu 49,8% no período, foi reduzida em apenas 22,8% na Região Norte. Já a Região Sul teve resultados bem acima da média nacional nos dois casos: queda de 47,1% da pobreza absoluta e 59,6% da extrema.

Segundo o Ipea, os dados mostram que a redução da pobreza não tem uma relação direta apenas com o crescimento econômico. A região Centro-Oeste, que teve a menor queda na proporção de brasileiros com renda per capita abaixo de meio salário mínimo (pobreza absoluta), registrou no período estudado a melhor média do País de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) por habitante: média de crescimento anual de 5,3%.

Por outro lado, o Sul reduziu a pobreza em maior proporção, mesmo tendo registrado o menor ritmo de crescimento do PIB por habitante entre as regiões: 2,3% anuais. "O crescimento econômico, ainda que indispensável, não se mostra suficiente para elevar o padrão de vida de todos os brasileiros. A experiência recente do País permite observar que as regiões com maior expansão econômica não foram necessariamente as que mais reduziram a pobreza e a desigualdade", diz o estudo do Ipea, que sugere a combinação entre crescimento e políticas públicas voltadas para o combate à pobreza.

De acordo com as projeções do Ipea com base no ritmo da redução da pobreza no governo Lula (2003-2008), o Paraná poderá se tornar o primeiro estado brasileiro a erradicar a pobreza absoluta já em 2013. A mesma condição já poderia ser alcançada no ano seguinte por São Paulo. Em 2015, a pobreza estaria eliminada no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal.

Já entre os Estados em que o desafio é maior para que a média nacional da taxa de pobreza absoluta fique em 4% da população em 2016, como projeta o estudo, estão Alagoas, Maranhão, Pernambuco, Paraíba e Piauí. Nestes estados, a taxa de pobreza absoluta ainda estava acima de 50% da população em 2008.

Já a condição de pobreza extrema, que caracteriza a miséria de famílias com rendimento per capita abaixo de um quarto de salário mínimo, será eliminada em todo o País até 2016, segundo o Ipea. No entanto, o estudo prevê que os Estados de Santa Catarina e Paraná superarão essa condição já em 2012. No ano seguinte, atingiriam o mesmo objetivo Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais. Em 2014, a miséria seria eliminada em Estados como São Paulo e Mato Grosso.

"Mas para que essa projeção se torne realidade, os Estados terão de apresentar ritmos diferenciados de redução da miséria, uma vez que registram enorme assimetrias taxas atuais de pobrezas extremas, como se pode observar entre Alagoas (32,3%) e Santa Catarina (2,8%)", diz um trecho do estudo.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,brasil-deve-eliminar-miseria-ate-2016--diz-ipea,not_27206,0.htm

domingo, 11 de julho de 2010

Milhares evacuados na China com ameaça de rompimento de represa


11 de julho de 2010

Enchentes, desabamentos de terra e torrentes de lama já mataram 50 pessoas no sul da China, e o governo determinou que milhares de pessoas desocupem suas casas perto de uma represa que apresenta vazamentos e ameaça de transbordar, afirmaram autoridades e mídia estatal.
A represa Wenquan, na província de Qinghai, ao noroeste do país, está acumulando um volume de água cerca de três vezes superior a sua capacidade --mais de 230 milhões de metros cúbicos de água, quando ela foi construída para comportar um máximo de 70 milhões, segundo a agência Xinhua.
Se a barragem romper, a cidade de Golmud, de 200 mil habitantes e que fica a uma distância de cerca de 130 km, pode ser inundada. Mais de 9 mil pessoas que sofrem risco imediato já foram levadas para outras áreas.
Estações de energia também estão sob risco, e a ferrovia para o Tibete, que fica a 40 km de distância, também pode ser afetada, afirmou a Xinhua, citando o governo local.
A reserva tem tido uma manutenção ruim porque a área normalmente sofre com secas. Os níveis da água ainda estão subindo por causa do derretimento de neve em montanhas próximas, e a previsão é de chuvas pesadas para a noite de domingo e para segunda-feira, afirmou a Xinhua. (Reportagem de Emma Graham-Harrison)

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,milhares-evacuados-na-china-com-ameaca-de-rompimento-de-represa,579666,0.htm

http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.esperandoanerea.es/images/china-mapa.jpg&imgrefurl=http://www.esperandoanerea.es/Mapa%2520china.html&h=508&w=612&sz=66&tbnid=WyIYFN4zOHekcM:&tbnh=113&tbnw=136&prev=/images%3Fq%3Dmapa%2Bchina%2Bprovincias&hl=pt-BR&usg=__SClLNaNPoOvT16eHJ8lZfULR1U4=&sa=X&ei=PyY6TIXkF4KRuAeozNWVBA&ved=0CCgQ9QEwAw

Professor, você pode utilizar esta matéria para fazer o levantamento das represas: brasileiras, chinesas e etc, explorando a localização (próximo a cidades, principalmente) e consequências.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Reino Unido pede que Irã cancele execução por apedrejamento

08/07/2010 -

DA REUTERS, EM LONDRES

O Reino Unido pediu ao Irã na quinta-feira que interrompa o processo de execução de uma mulher que, segundo um grupo de direitos humanos, está prestes a morrer apedrejada por adultério.

"O apedrejamento é uma punição medieval, que não tem lugar no mundo moderno, e o uso continuado desse tipo de punição no Irã demonstra, em nosso ponto de vista, um desrespeito grave aos direitos humanos com os quais o país se comprometeu", disse o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, em uma entrevista coletiva.

A Anistia Internacional afirmou, na semana passada, que teme que Sakineh Mohammadi Ashtiani, mãe de dois filhos, seja executada por apedrejamento por adultério.

O grupo de direitos humanos informou que ela foi condenada em 2006 por ter tido um "relacionamento ilícito" com dois homens e recebeu 99 chibatadas na sentença.

A Anistia afirmou que, apesar disso, Mohammadi Ashtiani foi depois condenada por "adultério enquanto casada", o que ela negou, e foi condenada à morte por apedrejamento.

Hague pediu que o Irã cancele imediatamente a execução e revise o processo de Mohammadi Ashtiani.

"Se essa punição for executada, ela causará indignação e horror ao mundo", afirmou ele.

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/763992-reino-unido-pede-que-ira-cancele-execucao-por-apedrejamento.shtml

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Juan Manuel Santos é o novo presidente da Colômbia

DA ANSA, EM BOGOTÁ
DA FRANCE PRESSE, EM BOGOTÁ
20/06/2010
O candidato governista Juan Manuel Santos foi eleito neste domingo o novo presidente da Colômbia, após obter uma vitória folgada contra o ex-prefeito de Bogotá, Antanas Mockus, em um pleito marcado pelo alto índice de abstenção e pela violência.

De acordo com as autoridades eleitorais do país, já foram apurados 99,6% dos votos, e Santos tem 69,05% contra apenas 27,5% de Mockus --que venceu em apenas um dos 32 Departamentos (Estados) do país. O índice de abstenção ficou em cerca de 55%.

"Quero felicitar Santos, seu partido e as pessoas que votaram nele. Desejo a ele o melhor dos êxitos como governante para o bem do país", disse Mockus, do Partido Verde, em um discurso diante de seus seguidores depois de Santos vencer a eleição com 69,05% dos votos, com 99,6% das urnas apuradas.


(Carlos Julio Martinez/Reuters)
O segundo turno ocorreu com forte esquema de segurança, o que não evitou a alta abstenção.

Santos --candidato do atual presidente, Álvaro Uribe, e que já foi ministro do Comércio Exterior, da Fazenda e da Defesa-- promete manter as políticas do atual mandatário, que deixará o governo após duas gestões consecutivas e com mais de 70% de aprovação, obtidos principalmente por empreender um vigoroso cerco contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

O opositor Antanas Mockus, postulante do Partido Verde, foi a grande surpresa do primeiro turno ao chegar à liderança nas pesquisas antes da primeira votação, de 30 de maio, mas sucumbiu.

O futuro presidente assumirá o comando da nação em 7 de agosto e terá, entre outros, os desafios de melhorar as condições de vida dos colombianos, além de garantir a segurança interna e amenizar as difíceis relações com países vizinhos, como Venezuela e Equador.

As votações deste domingo foram marcadas ainda pelo alto índice de abstenção, maior do que o registrado no primeiro turno.

Segundo a Registradoria Nacional (órgão responsável pelo processo eleitoral local), neste pleito, participaram um milhão a menos de pessoas que concorreram no primeiro. As chuvas e as partidas da Copa do Mundo de futebol foram considerados os principais motivos para que mais colombianos não fossem às urnas.

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/754193-juan-manuel-santos-e-o-novo-presidente-da-colombia.shtml

domingo, 6 de junho de 2010

Educação profissional aumenta chances de emprego

Pesquisa aponta que jovens com cursos profissionalizantes ganham mais e têm mais chance de carteira assinada
Marina Morena Costa, iG São Paulo | 26/05/2010

Um estudo inédito realizado pelo Centro de Estudos de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Instituto Votorantim analisou os impactos da educação profissional no mercado de trabalho. Os resultados são animadores: a chance de uma pessoa com curso profissionalizante concluído estar ocupada é 48,2% maior do que quem tem até o ensino médio. A possibilidade de estar empregado com carteira assinada chega a 38% e os salários podem ser até 13% maiores.

A pesquisa “Educação Profissional e Você no Mercado de Trabalho” cruzou microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram analisadas pessoas que realizaram cursos de qualificação profissional (profissionalizantes), ensino médio técnico e graduação tecnológica.

Nos últimos seis anos, os profissionais de nível técnico cresceram 75,6%, e hoje somam 29 milhões de pessoas. “A quantidade de cursos profissionalizantes avançou significativamente, sem que perdêssemos a qualidade dos cursos”, destaca Marcelo Neri, coordenador do estudo.

Entre as pessoas que frequentaram cursos de educação profissional, a imensa maioria realizou a qualificação profissional, 23,5 milhões. Em segundo lugar aparecem os profissionais formados no ensino médio técnico, 5,1 milhões, e em menor representatividade estão os graduados em cursos superiores técnicos, 160 mil.

Salários

A pesquisa apontou os Estados, capitais e periferias urbanas onde os profissionais de nível técnico são mais bem pagos. O Distrito Federal lidera a lista dos Estados com um salário médio de R$ 1.403, seguido por Santa Catarina, com uma média mensal de R$ 1.037 e São Paulo (R$ 1.004).

Vitória (ES) é a capital que melhor remunera os profissionais técnicos com R$ 1.724 de salário médio, seguida por Florianópolis (SC) com a remuneração mensal média de R$ R$ 1419 e por Brasília com R$ 1.403.

“Os jovens precisam de conscientizar que os retornos em educação são altíssimos”, afirma o coordenador do estudo. Negri destaca que famílias com histórico baixo de educação tendem a ter filhos com níveis igualmente precários. “A revolução da educação está nas casas e não nas escolas. Os jovens têm que ser conquistados para a ideia de que vale a pena estudar. Precisam saber que a educação formal é fundamental e a profissional é um ‘up grade’ em suas vidas.”

Setores

A indústria automobilística lidera o ranking dos setores que mais empregam profissionais de nível técnico, com 45,7% dos trabalhadores. “Isso destaca a tradição das empresas e que o setor está aquecido”, aponta Neri. Em segundo lugar aparece o setor de Finanças com 38,17% de profissionais técnicos.

O agronegócio aparece em último no ranking, na 16ª posição. De acordo com Nigri isso acontece devido às características do setor, que oferece poucas vagas e ainda um nível de qualificação baixo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/educacao+profissional+aumenta+chances+de+emprego/n1237636232474.html

06 de junho de 2010
Passaporte certo para o mercado
Estudo mostra que chances de conseguir uma colocação são maiores para quem tem curso profissionalizanteA chance de quem fez o ensino profissionalizante conseguir um emprego é maior do que a de quem estudou até o Ensino Médio, segundo pesquisa divulgada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo Instituto Votorantim. De acordo com o estudo Educação Profissional e Você no Mercado de Trabalho, a chance chega a 48,2%.

– O que a gente mostra com esse estudo é que os retornos da educação profissional são ainda mais altos. Mesmo quando se considera o avanço que as pessoas têm com mais escolaridade formal, a educação profissional ainda dá um “plus”, ou seja, é um prêmio que a educação gera em termos de salário, ocupação e formalidade – diz o economista Marcelo Neri, coordenador da pesquisa.

O trabalho também constatou que os salários daqueles que têm um curso profissionalizante são até 12,94% mais altos. O setor que mais emprega pessoas com curso profissionalizante é o automobilístico (45,71% ), seguido pelo de finanças (38,17%) e pelo de petróleo e gás (37,34%).

De acordo com a pesquisa, 29 milhões de pessoas frequentam hoje cursos de educação profissional, o que representa 19,72% da população com mais de 10 anos de idade do Brasil.

Desse total, 16,07% (23,5 milhões de pessoas) frequentaram cursos de qualificação profissional, 3,54% (5,1 milhões de pessoas) fizeram Ensino Médio técnico, e 0,11% (160 mil pessoas) tiveram formação tecnológica.

As pessoas que frequentaram cursos apresentam, em geral, melhores resultados trabalhistas como taxa de ocupação de 71,6% (ante 53,1% dos demais) e salário mensal médio de R$ 845 (ante R$ 434).

Com relação à proporção de indivíduos com curso profissional que trabalham ou já trabalharam na área de formação, Santa Catarina ocupa a liderança (58,98% dos qualificados). O Rio Grande do Sul é o segundo (58,69%). O estudo foi feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad ) e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2925640.xml&template=3898.dwt&edition=14832§ion=1031

Professor esses textos podem ser trabalhados, principalmente, na Suplência (EM) ou mesmo no Ensino Médio regular.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

China se torna maior mercado para celulose brasileira

País asiático produz 90 milhões de toneladas de papel por ano e quer se tornar um dos líderes mundiais do setor

Cláudia Trevisan, de O Estado de S. Paulo

XANGAI - Depois de se transformar no maior destino das exportações brasileiras de minério de ferro e soja, a China assumiu o primeiro lugar nas vendas de outra commodity, a celulose, com 34% dos embarques no primeiro quadrimestre deste ano. O porcentual é o dobro da participação que o país asiático tinha nas exportações do produto até o ano passado, quando sua demanda deu um salto de 135%, para 1,5 milhão de toneladas, uma participação de 33% no total.

Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Associação Brasileira de Papel e Celulose (Bracelpa), disse que os chineses começaram a aumentar suas compras no começo do ano passado, quando o preço internacional caiu em razão da crise mundial. Em junho de 2009 a cotação ficou em menos de US$ 400 a tonelada, comparada a US$ 840 do ano anterior. Atualmente já está em torno de US$ 920.

Segundo ela, a demanda chinesa assumiu natureza "estrutural" no segundo semestre, quando o país anunciou a instalação das três maiores máquinas de papel do mundo, uma das quais com capacidade de fabricar 1 milhão de tonelada por ano.

Em 2009, o Brasil respondeu por 50% das importações de celulose da China, que anualmente produz 90 milhões de toneladas de papel e quer se tornar um dos líderes mundiais do setor.

Para atender ao aumento da demanda chinesa e de outros países emergentes, as indústrias brasileiras de celulose planejam investir US$ 22 bilhões no período 2010-2016, o que poderá levar o Brasil da quarta para a terceira posição no ranking global, à frente da China.

O CEO da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, disse anteontem em Xangai que a empresa investiu R$ 8 bilhões em duas novas fábricas, no Maranhão e no Piauí, que terão 50% de sua produção destinada à China.

A companhia produz 1,7 milhão de toneladas de celulose por ano e vai elevar o volume para 4,3 milhões de tonelas quando as duas plantas estiverem em operação, no fim de 2014. "A produção de papel na China cresce 4 milhões de toneladas por ano, o que é quase metade da produção total do Brasil, de 10 milhões de toneladas de papel", disse Maciel depois de encontro do Conselho Empresarial Brasil-China. Atualmente, 35% do que a Suzano produz de celulose é destinado à China.

Com os investimentos previstos para o período 2010-2016, Carvalhaes estima que a produção brasileira de papel poderá subir para 14 milhões de toneladas. A presidente da Bracelpa lembrou que o Brasil tem a maior floresta plantada do mundo, com 7 milhões de hectares, certificada por organismos internacionais.

Carvalhaes afirma que a produção brasileira atende à crescente exigência chinesa de usar processos industriais sustentáveis, em resposta à pressão internacional. "A China joga na atmosfera 12 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, o que faz com que o crescimento do país custe muito à humanidade em termos ambientais".

Além de ser certificada, a floresta plantada brasileira é formada basicamente por eucalipto, que é a árvore que mais absorve carbono, diz Carvalhaes. "Os 7 milhões de hectares de floresta retiram da atmosfera 1 bilhão de toneladas de carbono por ano", declarou.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,china-se-torna-maior-mercado-para-celulose-brasileira,not_21275,0.htm

Israel ataca frota de ajuda humanitária a Gaza


Ofensiva contra navios no Mar Mediterrâneo provoca reações da comunidade internacional
31 de maio de 2010

TEL AVIV - Israel atacou nesta segunda-feira, 31, um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, deixando pelo menos dez pessoas mortas, segundo a imprensa israelense. A ação foi condenada por vários países e organismos internacionais, principalmente entre as nações árabes.

Israel defendeu sua ação, argumentando que ativistas armados atacaram soldados israelenses enquanto eles eram levados de helicóptero para o convés de um navio. O Exército de Israel afirmou que a arma de um de seus soldados foi tomada e usada para atacar os próprios militares do país. Ainda segundo o Exército israelense, ficaram feridos pelo menos 12 ativistas e 10 militares israelenses.

A emissora de TV israelense Channel 10 citou 19 passageiros mortos e 36 feridos. Um porta-voz militar israelense disse que não estava claro quem havia disparado primeiro. As autoridades de Israel confirmaram nove mortos na embarcação e divulgaram um vídeo alegando que os ativistas abordaram seus soldados de forma hostil.

O governo de Israel havia dito durante a semana que não permitiria a entrada de quaisquer embarcações em águas da costa da Faixa de Gaza. Os israelenses, que permitem a entrada de ajuda humanitária a Gaza por fronteiras terrestres controladas, disse que a frota poderia desembarcar no porto de Ashdod. O Estado judeu mantém o bloqueio à Faixa de Gaza desde que o grupo militante palestino Hamas tomou o controle do território em 2007.

Esse ataque pode inflamar as tensões por todo o Oriente Médio - nações árabes e funcionários palestinos condenaram fortemente a ação israelense. A Turquia também reagiu duramente. Ancara apoiava publicamente a flotilha, que incluía embarcações turcas. O Ministério das Relações Exteriores da Turquia divulgou comunicado, acusando Israel de violar a lei internacional e descrevendo as ações desse país como "inaceitáveis". O país exigiu uma explicação.

O ataque ocorreu na madrugada desta segunda-feira, em águas internacionais no Mar Mediterrâneo, a 128 quilômetros da Faixa de Gaza. A União Europeia pediu uma investigação abrangente sobre o incidente. Antes da partida dos barcos, os organizadores da flotilha haviam informado que vários parlamentares europeus integrariam a frota humanitária, mas não está claro se algum desses políticos está entre as vítimas.

O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, disse estar "profundamente chocado pelas consequências trágicas da operação militar de Israel", realizada contra "uma iniciativa humanitária". Em comunicado, Kouchner afirmou que "nada poderia justificar o uso de tal violência, que nós condenamos". O presidente francês, Nicolas Sarkozy, condenou o uso da força "desproporcional" por Israel.

O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, condenou a perda de vidas e afirmou que esse incidente mostrou que há "uma clara necessidade de que Israel aja com comedimento".

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem nesta semana um encontro marcado com o presidente dos EUA, Barack Obama, em Washington. A rádio Israel informou que Netanyahu deve encurtar sua visita oficial para o Canadá e os EUA, por causa da crise.

Árabes

Israel reforçou a segurança no país, nesta segunda-feira, temendo protestos de palestinos e mais distúrbios. Em Istambul, pelo menos 10 mil pessoas protestavam contra a ação israelense. Os manifestantes na maior cidade turca gritavam pedindo "vingança" contra Israel.

Através do diplomata paquistanês Marghoob Saleem Butt, a Organização da Conferência Islâmica, que representa países islâmicos, condenou a ação israelense. A Arábia Saudita qualificou o incidente como "uma violação muito séria da lei internacional".

O Egito convocou o embaixador israelense para pedir explicações. A Jordânia e a Espanha também condenaram a ação dos militares israelenses. A Turquia anunciou que estava retirando seu embaixador de Tel-Aviv. O escritório do primeiro-ministro israelense advertiu os cidadãos locais para que não viajem à Turquia, temendo retaliações.

A frota levava 10 mil toneladas de ajuda humanitária e, segundo os israelenses, não acatou o bloqueio imposto à Faixa de Gaza por Israel. As informações são da Dow Jones.
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,israel-ataca-frota-de-ajuda-humanitaria-a-Gaza-e-mata-pelo-menos-10-pessoas,559348,0.htm