quarta-feira, 31 de outubro de 2012

sábado, 27 de outubro de 2012

Peixe de Fukushima continua impróprio para consumo


Isso seria sinal que a usina nuclear segue vazando substâncias radioativas para o mar, diz artigo da 'Science'

26 de outubro de 2012
MARIANA LENHARO - O Estado de S.Paulo
Os peixes do litoral da Província de Fukushima - região atingida por terremoto, tsunami e acidente nuclear em março do ano passado - continuam apresentando níveis de radioatividade que os tornam impróprios para o consumo, de acordo com as rígidas normas de segurança estabelecidas pelo próprio Japão. A situação dos peixes é sinal, segundo artigo publicado hoje na revista Science, de que a usina nuclear continua a vazar contaminantes radioativos no oceano.
Desde o acidente, o governo japonês tem feito monitoramentos mensais em amostras de peixes, crustáceos e algas marinhas coletadas em Fukushima e nas províncias vizinhas. Os relatórios têm constatado que, quanto maior a proximidade de Fukushima, maior o risco de encontrar peixes contaminados.
Na região próxima ao vazamento de material radioativo, 40% das espécies de peixes que vivem no fundo do mar tinham nível de césio acima do limite de segurança estabelecido pelo Japão, de 100 becquereis por quilo. Até abril deste ano, esse limite era de 500 bq/kg. A tolerância foi reduzida pelo governo com o objetivo de estimular a confiança para o consumo dos produtos domésticos. Porém, como aponta o cientista Ken Buesseler, pesquisador do Instituto Oceanográfico Woods Hole e autor do artigo da Science, o efeito foi o contrário. O fato de a população passar a ver com maior frequência produtos considerados impróprios para o consumo aumentou ainda mais a ansiedade pública no Japão, país que apresenta um dos maiores consumos per capita de frutos do mar.
No limite. De acordo com a física Emico Okuno, professora do Departamento de Física Nuclear do Instituto de Física da USP, o novo limite estabelecido no Japão é dez vezes inferior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
"É um limite de precaução", diz Emico. No caso dos peixes das províncias vizinhas a Fukushima, a quantidade de radioativos é similar à encontrada em alimentos que consumimos habitualmente. Já na própria região do acidente, a situação é outra: "Muitos dos peixes de Fukushima não devem ser consumidos, pois estão altamente contaminados. A ingestão contínua pode causar câncer no futuro." A física destaca o fato de que a contaminação parece não ter se dispersado.
Durante o acidente, 80% do material radioativo que vazou da usina Daiichi foi parar no oceano. Parte foi levada pelos ventos e parte foi diretamente jogada no oceano pelas águas usadas para resfriar as turbinas da usina.
Para Buesseler, a maior radioatividade identificada em peixes do fundo do mar aponta para um possível vazamento contínuo. "Precisamos de um entendimento melhor das fontes e vazamentos de césio e outros radionucleotídeos que continuam a provocar o que temos visto no oceano próximo a Fukushima", diz.
Emico lembra que, no caso do acidente de Chernobyl, em 1986, vários rios da região foram contaminados com césio-134 e césio-137. Em cerca de 15 anos, a contaminação dos peixes desses rios diminuiu em cerca de 93%.

Partidos são punidos por não respeitar cotas para mulheres


Em sessão realizada na quarta-feira, 24, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo decidiu punir o PMDB por não cumprir normas eleitorais destinadas a estimular a participação das mulheres nas eleições. No próximo semestre, o partido vai perder 10 minutos da propaganda partidária gratuita na TV e outros 8m45s no rádio.


De acordo com representação encaminhada ao TRE pela Procuradoria Regional Eleitoral, o partido não respeitou o capítulo da Lei dos Partidos Políticos que obriga destinar pelo menos 10% do tempo da propaganda gratuita para a promoção das candidaturas femininas. Se o erro persistir, o partido pode perder ainda mais tempo no caso de nova condenação.


O PMDB não foi o único partido que descumpriu a obrigação de manter uma cota para as mulheres. Anteriormente, a Procuradoria Regional já havia encaminhado representações contra o PT, PSDB, PV, PTB, PDT e PR. O TRE julgou todas elas procedentes.


O não cumprimento das cotas no horário gratuito é apenas uma parte dos problemas que as mulheres enfrentam. De acordo com o estudioso José Eustáquio Diniz Alves, elas são discriminadas pelos caciques políticos de quase todos os partidos.


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Menina paquistanesa baleada pelo Taleban 'vai levantar de novo', diz pai


Malala foi levada à Grã-Bretanha para receber tratamento especializado depois de ataque

26 de outubro de 2012 

BIRMINGHAM, INGLATERRA - Ziauddin Yousufzai, o pai da menina paquistanesa que foi baleada na cabeça pelo Taleban por defender o direito à educação para garotas, disse nesta sexta-feira, 26, que sua filha está forte e vai "levantar-se novamente" para correr atrás de seus sonhos, depois de receber tratamento em um hospital britânico.

Malala Yousufzai, de 15 anos, foi levada do Paquistão para a cidade britânica de Birmingham para receber tratamento especializado depois do ataque, no dia 9 de outubro, que atraiu a condenação internacional. Ela se tornou um poderoso símbolo de resistência à ação do grupo radical islâmico contra o direito das mulheres à educação.
O pai de Malala e outros familiares viajaram para a Grã-Bretanha na quinta-feira para ajudar na recuperação da filha. "Eles queriam matá-la. Mas ela caiu temporariamente. Ela vai se levantar de novo. Ficará em pé de novo", disse, emocionado e com a voz fraquejando. "É um milagre para nós... Ela estava numa condição muito ruim", disse a repórteres, sentado ao lado de seu filho. "Ela está melhorando com uma velocidade animadora."
Malala começou a se opor ao Taleban paquistanês quando tinha 11 anos, na época em que o governo de Islamabad havia efetivamente cedido controle do Vale de Swat, onde ela morava, ao Taleban. Ela esteve em condição grave desde que um homem armado atirou em sua cabeça e pescoço quando saía da escola em Swat, noroeste de Islamabad.
Médicos britânicos dizem que ela tem todas as chances de ter uma boa recuperação na unidade especial do hospital, especializado em lidar com casos de traumas complexos. O local já tratou de centenas de soldados feridos no Afeganistão. O pai da menina disse que ele e sua família choraram quando voltaram a se encontrar com Malala na quinta-feira. "Estamos muito felizes", afirmou. "Eu rezo por ela".

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Árabes criticam governo de Obama, mas preferem ele a Romney


Muitos na região creem que democrata não conseguiu cumprir promessa de nova abordagem do país

24 de outubro de 2012
Reuters
CAIRO - Muitos no Oriente Médio acreditam que Barack Obama não conseguiu cumprir as promessas de uma nova abordagem dos EUA na região, mas ainda preferem ele como presidente do que o rival republicano Mitt Romney, que eles veem como muito perto de Israel e muito interessado em projetar o poderio militar norte-americano.
Quem ganhar a eleição de 6 de novembro enfrentará um nó de questões regionais que não será fácil de desfazer. As potências mundiais estão divididas sobre o conflito na Síria, a disputa sobre as ambições nucleares do Irã continua e as negociações de paz entre palestinos e israelenses não estão indo a lugar algum. Para compor o desafio, o Oriente Médio é uma região onde percepções de uma influência menor dos EUA foram endurecidas por revoltas árabes que derrubaram ditadores que eram aliados de longa data dos EUA, colocando islâmicos em seu lugar.
"Eu sou um dos que está muito decepcionado com Obama", disse Hassan Nafaa, professor da Universidade do Cairo, onde o presidente dos EUA, em seus primeiros meses no cargo, falou de "um novo começo" entre os Estados Unidos e os muçulmanos. "Ele não cumpriu... Mas eu acho que ele é muito melhor do que Romney", acrescentou Nafaa, que ouviu o discurso no Cairo em junho de 2009. "Eu não aprecio de forma alguma a direita nos Estados Unidos, com a sua preferência para usar força militar extensiva."
Grande parte do Oriente Médio mudou dramaticamente durante o primeiro mandato de Obama. Mas as revoltas da "Primavera Árabe" que derrubaram autocratas na Tunísia, Egito, Iêmen e Líbia foram impulsionadas por movimentos de rua em vez de uma política dos EUA, ainda que aviões de guerra norte-americanos e europeus tenham auxiliado rebeldes líbios.
Alguns ativistas egípcios também criticam o governo Obama por ser lento demais em abraçar as mudanças. Mohamed Adel, porta-voz do movimento 6 de abril que esteve à frente da revolta de 2011 que derrubou Hosni Mubarak após 30 anos no poder, lembra que Obama não teve papel integral de apoio na revolução do Egito.
Comparações
Romney acusou Obama de ser um condutor fraco do poder dos EUA, prometendo, entre outras coisas, impulsionar a presença naval norte-americana no Oriente Médio. Ele também disse que seria um melhor amigo de Israel, uma nação que Obama não visitou no cargo. Esse tipo de linguagem aciona alarmes na região e gera comparações com as políticas do presidente George W. Bush, criticado por muitos árabes por liderar uma invasão do Iraque.
Enquanto os árabes assistiam ao último dos três debates presidenciais televisionados na segunda-feira à noite, um espectador, Ahmed Zaki, escreveu sobre Romney no Twitter dizendo: "Ele não difere muito de Bush". Mas ambos os candidatos decepcionaram o veterano negociador palestino Hanan Ashrawi durante o debate sobre política externa em que Israel foi citado mais de 30 vezes e os palestinos receberam menção apenas passageira. "Nós não vimos no debate nenhum sinal de que tem a espinha dorsal e a visão para trazer uma paz justa", disse Ashrawi, acrescentando que os candidatos estavam competindo sobre "quem é mais leal a Israel".

terça-feira, 23 de outubro de 2012

TEMPESTADE NO URUGUAI

Onda gigante invade passeio de pedestres em Montevidéu. As autoridades emitiram um alerta vermelho para vários departamentos (Estados) por conta das tormentas que atingem o país desde o início da semana
Onda gigante invade passeio de pedestres em Montevidéu. As autoridades emitiram um alerta vermelho para vários departamentos (Estados) por conta das tormentas que atingem o país desde o início da semana
As tormentas que atingem o sul do Uruguai provocaram fortes ondas na capital Montevidéu. Mais de 150 pessoas foram forçadas a deixar suas casas e pelo menos um homem morreu devido às fortes chuvas
As tormentas que atingem o sul do Uruguai provocaram fortes ondas na capital Montevidéu. Mais de 150 pessoas foram forçadas a deixar suas casas e pelo menos um homem morreu devido às fortes chuvas
As tormentas que atingem o sul do Uruguai provocaram fortes ondas na capital Montevidéu. Mais de 150 pessoas foram forçadas a deixar suas casas e pelo menos um homem morreu devido às fortes chuvas
http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/10944-tempestade-no-uruguai#foto-201743

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Camadas da Atmosfera

Quais são, características, temperaturas, estratosfera, exosfera, mesosfera, termosfera e troposfera?
as camadas da atmosfera
Troposfera

É a camada da atmosfera em que vivemos e respiramos. Ela vai do nível do mar até 12 km de altura. É nesta camada que ocorrem os fenômenos climáticos (chuvas, formação de nuvens, relâmpagos). É também na troposfera que ocorre a poluição do ar. Os aviões de transporte de cargas e passageiros voam nesta camada.
As temperaturas nesta camada podem variar de 40°C até –60°C. Quanto maior a altitude menor a temperatura.

Estratosfera

Esta camada ocupa uma faixa que vai do fim da troposfera (12 km de altura) até 50 km acima do solo. As temperaturas variam de –5°C a –70°C. Na estratosfera localiza-se a camada de ozônio, que funciona como uma espécie de filtro natural do planeta Terra, protegendo-a dos raios ultravioletas do Sol. Aviões supersônicos e balões de medição climática podem atingir esta camada.

Mesosfera

Esta camada tem início no final da estratosfera e vai até 80 km acima do solo. A temperatura na mesosfera varia entre –10°C até –100°C . A temperatura é extremamente fria, pois não há gases ou nuvens capazes de absorver a energia solar. Nesta camada ocorre o fenômeno da aeroluminescência.

Termosfera

Tem início no final da mesosfera e vai até 500 km do solo. É a camada atmosférica mais extensa. É uma camada que atinge altas temperaturas, pois nela há oxigênio atômico, gás que absorve a energia solar em grande quantidade. As temperaturas na termosfera podem atingir os 1.000°C. 

Exosfera

É a camada que antecede o espaço sideral. Vai do final da termosfera até 800 km do solo. Nesta camada as partículas se desprendem da gravidade do planeta Terra. As temperaturas podem atingir 1.000°C. É formada basicamente por metade de gás hélio e metade de hidrogênio.
Na exosfera ocorre o fenômeno da aurora boreal e também permanecem os satélites de transmissão de informações e também telescópios espaciais.

http://www.suapesquisa.com/geografia/camadas_atmosfera.htm

Austríaco Felix Baumgartner salta da estratosfera e bate recorde


Viena, 14 out (EFE).- O austríaco Felix Baumgartner saltou da estratosfera neste domingo, a uma altura de 39.068 metros, para se transformar no primeiro ser humano a romper a velocidade do som em queda livre.

Após uma ascensão de duas horas e 35 minutos sobre Roswell, nos Estados Unidos, o balão que levanta a cápsula alcançou a altura esperada e Baumgartner se lançou no vazio, dentro de seu traje pressurizado, que o protegeu da baixa pressão e das baixas temperaturas.

A queda livre do austríaco durou quatro minutos e 20 segundos. Depois disso, ele abriu o paraquedas, que o conduziu até o chão.

Em condições normais, na atmosfera terrestre a velocidade do som é de 1.234 km/h, enquanto na estratosfera se pode alcançar com 1.110 km/h, pela menor resistência do ar, segundo a missão que coordenou o salto.

Baumgartner conseguiu controlar a queda e evitar cair em parafuso, o que poderia ter levado a perder a consciência ou sofrer uma hemorragia cerebral.

O austríaco se prepara há cinco anos para esta missão e tentava romper quatro recordes: ser o primeiro a superar a velocidade do som sem ajuda mecânica; realizar o mais alto salto de paraquedas, protagonizar a queda livre mais longa e subir ao ponto mais distante da Terra.

Dois, com certeza foram batidos, o salto mais alto com paraquedas e a maior subida distante do planeta.

O principal assessor de Baumgartner é justamente o antigo recordista, Joe Kittinger, hoje com 84 anos, que em 1960, quando era membro das Forças Aéreas dos Estados Unidos, saltou de altura de 31.333 metros.

A velocidade da queda de Baumgartner será verificada pelos instrumentos que ele leva em seu traje. Analistas e especialistas ratificarão a informação de que ele quebrou a velocidade do som.

O salto coincide com o 65º aniversário da primeira vez que a barreira do som foi rompida. O feito é do americano Chuck Yeager, a bordo de um caça X-15, no dia 14 de outubro de 1947. 

sábado, 13 de outubro de 2012

Exploração do oceano Ártico deve ser controlada, diz especialistas

09/10/2012

Mônaco - O oceano Ártico se tornou um campo de prospecção petrolífera e, no longo prazo, a navegação e a pesca podem ser desenvolvidas em suas águas, uma evolução com duras consequências ecológicas que precisa ser controlada, afirmam especialistas reunidos na terça-feira (9/10) em Mônaco.

O futuro do Ártico e a pesca predatória, além dos recursos genéticos e de mineração de suas profundezas, representam os novos desafios econômicos dos oceanos, que requerem uma regulamentação para que os ecossistemas sejam preservados, explicaram em Mônaco os participantes de um colóquio no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), 30 anos depois de sua adoção.

O oceano Ártico é "um exemplar típico" de colisão entre um desejo de desenvolvimento econômico e a inquietação em proteger a natureza, explicou Philippe Valette, oceanógrafo e diretor do Centro Nausicaá, de Boulogne-sur-Mer, no norte da França.

O progressivo recuo da calota polar modifica radicalmente os ecossistemas da fauna, da flora e das populações locais, e permite prever a longo prazo uma futura via marítima direta entre Europa e Ásia, enquanto as reservas de hidrocarbonetos no subsolo são cobiçadas pela indústria.

"O derretimento da calota polar pode tornar as explorações muito mais fáceis do que hoje em dia", afirmou Jean-Pierre Beurier, professor de Direito Marítimo da Universidade de Nantes (oeste da França).

"Quando se fala em explorações minerais ou fósseis estamos falando de importantes contaminações, se não houver exigências drásticas sobre os atores econômicos", advertiu.

No Ártico, o apetite pelos recursos se inscreve em um âmbito ao mesmo tempo frágil e desconhecido.


A calota polar, que ocupa boa parte do oceano Ártico, se vê afetada pelo aquecimento global. Sua extensão de gelo chegou a registrar este ano sua menor superfície, equivalente à metade do que era há 30 anos.

"Conhecemos muito pouco este meio, assim como a grande maioria dos oceanos", reforça Valette, que defende a ideia de uma moratória sobre o desenvolvimento econômico no Ártico.

"Uma moratória seria prudente", também avalia Beurier, advertindo que "a exploração do Ártico é inevitável".

O estabelecimento de um tratado semelhante ao do oceano Antártico, espaço consagrado à pesquisa científica, não se apresenta como uma possibilidade.

O Greenpeace luta pela proibição da pesca industrial e das atividades petroleiras e gasíferas.


Nesta terça-feira (9/10), encerramento do colóquio, o príncipe Albert II de Mônaco fez uma defesa neste sentido, desejando "ver a parte do oceano Ártico situada mais além das zonas exclusivas como uma área protegida e dedicada à pesquisa".

"Os países costeiros (Rússia, Canadá, Noruega, Dinamarca e Estados Unidos) não aceitarão nunca que se crie uma reserva como na Antártida, o que está em jogo é muito importante. Então, por que não uma convenção regional à imagem do que se fez em 1974 para o mar Báltico ou o Mediterrâneo?", propôs Beurier.


http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/10/09/interna_ciencia_saude,327284/exploracao-do-oceano-artico-deve-ser-controlada-diz-especialistas.shtml

Após 40 anos de abandono, País pode ganhar 21 linhas de trens de passageiro


De olho na melhoria da mobilidade, governos estaduais e federal estudam construir 3,3 mil km de trilhos em 14 Estados até 2020

13 de outubro de 2012

Depois de quatro décadas de abandono, os trens regionais voltaram à pauta dos governos estaduais e federal. Atualmente, está em estudo pelo poder público a construção de 21 ramais ferroviários para passageiros. Caso todos os projetos planejados no Brasil saiam do papel no prazo previsto, o País pode ganhar 3.334 km de trilhos para transporte em 14 Estados até 2020.
O número é mais que o dobro do que está em operação. Apenas duas linhas de passageiros funcionam hoje no País: uma liga Belo Horizonte (MG) a Vitória (ES) e outra, São Luís (MA) a Carajás (PA) - ambas são operadas pela Vale.
O atual cenário contrasta com o que era esse mercado há meio século: na década de 1960, cerca de 100 milhões de passageiros eram transportados em trens interurbanos anualmente. Hoje, esse número é de cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano.
Para Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), o ressurgimento de projetos de trilhos pelo País é reflexo do recente aumento da preocupação com a mobilidade. "O transporte ferroviário de passageiros é normalmente rápido, seguro, confortável e não poluente. Trens de velocidade média, entre 100 e 150 km/h, são uma alternativa para a mobilidade entre as cidades, que hoje está um desastre."
Entre os projetos mais avançados estão a ligação entre Brasília e Goiânia, passando por Anápolis (GO), e cerca de 500 km de trilhos em Minas Gerais que fariam a conexão entre Belo Horizonte e cidades como Sete Lagoas, Ouro Preto e Brumadinho. O primeiro, orçado em R$ 800 milhões, está prometido para 2017 e deve vencer todo o trajeto em cerca de uma hora. Já o segundo está divido em três trechos e deve ser feito por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) que já tem 18 interessados em preparar estudos de viabilidade. A expectativa é de que as obras comecem em 2014.
infografico trens

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Jornalistas Assassinados: Brasil é o quarto do mundo em 2012


02.outubro.2012 12:01:27

 Num ano que está batendo todos os recordes de décadas em relação ao número de jornalistas assassinados, o Brasil aparece na quarta posição como lugar mais perigoso do mundo para trabalhar como repórter em 2012. A situação se contrasta com a iniciativa diplomática do Itamaraty de ter apoiado há apenas uma semana uma resolução no Conselho de Direitos Humanos da ONU defendendo uma maior proteção a jornalistas e a liberdade de imprensa.

Os números divulgados hoje são da ong suíça “Campanha por um Emblema de Imprensa” (PEC), entidade que defende nos fóruns da ONU uma maior proteção a jornalistas em locais de guerra e em situações de violência. A entidade realiza um levantamento sobre os casos de assassinatos, ameaças e prisões de jornalistas pelo mundo, justamente para alertar governos sobre a situação vivida pelos meios de comunicação.
Com sete mortes acumuladas em 2012, o Brasil aparece como um dos quatro países com maior índice de mortalidade de jornalistas. Contando apenas países que não estão em guerra e que vivem regimes de democracia, o Brasil seria o segundo mais violento do planeta.
A primeira posição é da Síria, com 32 jornalistas assassinados em 2012 num conflito que já fez mais de 1 milhão de pessoas deixarem suas casas e mais de 30 mil mortos. O segundo lugar é ocupada pela Somália, país em que o governo central praticamente só controla a capital. Nesse país africano, foram 16 mortes nos nove primeiros meses do ano.
O México é a primeira democracia consolidada na lista dos países mais perigosos do mundo, com dez assassinatos de jornalistas no ano.
O Brasil vem logo atras, com sete mortes e empatado com o Paquistão, país que vive as consequências tanto da guerra contra o terrorismo no Afeganistão quanto a disputa por regiões ao norte com a Índia.
Em 2012, apenas de não estar em guerra, um número maior de jornalistas morreu no Brasil que no Iraque e Afeganistão juntos. Para a entidade, o que surpreende no caso brasileiro é o fato de que o País é uma democracia consolidada e não está em guerra.
Na ONU, o Itamaraty também vem adotando uma postura de apoio à defesa aos jornalistas. Mas a entidade alerta que isso não tem se traduzido em ação concreta no País.
No total, 110 jornalistas já perderam a vida em 2012, num dos anos mais sangrentos para os meios de comunicação em pelo menos 30 anos. Em apenas nove meses, já há mais mortos que todo o ano de 2011, quando 107 jornalistas perderam suas vidas trabalhando.
“Esse é um dos anos mais violentos de que se tem notícia para a imprensa”, constatou o secretário-geral da entidade, Blaise Lempen. Contando apenas os nove primeiros meses do ano, o incremento é de 36%.
Num total, 25 países registraram assassinatos de jornalistas neste ano, entre eles Honduras, Filipinas e Nigéria. O Oriente Médio foi a região mais perigosa do mundo, com 36 mortes. Em segundo lugar veio a América Latina, com 29 mortes e superando a África. Em 2012, nenhum jornalista morreu na Europa.