sábado, 30 de novembro de 2013

A nova América Central

24 de novembro de 2013 
MAC MARGOLIS
O ataque foi rápido e violento. Na madrugada de 14 de novembro, três homens armados invadiram a sede da Pro-Búsqueda, entidade cívica de El Salvador dedicada a rastrear crianças desaparecidas na guerra civil. Saquearam o escritório, levaram computadores e atearam fogo no que restava. Ninguém foi preso ou assumiu o ataque, nem precisava. Naquele país mal cicatrizado do combate, tal truculência dispensa apresentações.
Apenas 72 horas antes, a Corte Suprema salvadorenha ouvira depoimentos inéditos sobre outro ataque, ocorrido três décadas antes, quando tropas do governo entraram atirando num vilarejo. As testemunhas, crianças na época, viram seus pais serem mortos pelos militares, mas sob a guarida da Pro-Búsqueda, agora, contam à nação a história daquele dia de 1982.
Os tempos de chumbo na América Central estão de volta? A Igreja Católica não titubeou. Mês passado, a arquidiocese de San Salvador, repentinamente, fechou seu escritório jurídico. Pudera. Seu arquivo de 50 mil documentos sobre abusos de direitos humanos é a fonte principal dos processos contra ex-autoridades nacionais.
Há muito mais. De 1979 a 1992, sucessivos governos salvadorenhos, muitos com a bênção dos EUA, combateram insurgentes marxistas. De ambos os lados, morreram 75 mil. Veio a anistia, em 1993, que pôs o véu sobre o conflito, com a crença de que a sociedade só se cura quando para de cutucar a ferida. O assalto contra Pro-Búsqueda abalou essa convicção. Ou não.
Vitaminada pela reconquista de liberdade democrática, a sociedade reivindica direitos e rejeita o silêncio. Alega que não há reconciliação com histórias mal contadas. O clamor moveu parlamentos e tribunais, que começam a escancarar os porões. Ganharam reforço da Corte Interamericana de Direitos Humanos que, ano passado, vetou a anistia para crimes contra a humanidade.
Foi a senha para vasculhar o massacre de El Mozote, de 1981, quando tropas oficiais mataram mil pessoas, metade delas crianças. Outros processos pipocaram pela região, arrastando os antes intocáveis aos tribunais - até Efraín Ríos Montt. O ex-general guatemalteco conseguiu anular uma sentença, em maio, mas ainda responde por genocídio.
Claro, os brutos ainda rondam a região, mas não amedrontam mais. Eis a boa-nova na América Latina. A má notícia é que os opressores de hoje não usam manequim verde-oliva. Têm roupas de grife e smartphones, trabalham nas frestas do sistema financeiro e dominam a democracia. Alguns usam popularidade nas urnas para concentrar superpoderes, como Nicolás Maduro.
Na América Central, os militares cedem lugar aos narcoempresários e suas redes de crimes transnacionais, com as quais conseguem intimidar governos, comprar juízes e desordenar seus países. A América Latina é a região mais insegura do mundo. Três dos países mais mortíferos - Honduras, El Salvador e Guatemala - estão na região.
Seu calvário é a geografia da droga, com os produtores da cocaína e maconha, ao sul, e o maior mercado consumidor, ao norte. Assim, em pleno reavivar das liberdades democráticas, a América Central sofre com corrupção, instituições frágeis e política fratricida. A ditadura de bananas tornou-se a democracia de bananas, onde imperam os donos do crime. É um poder com que os generalíssimos apenas sonhavam.
MAC MARGOLIS É COLUNISTA DO 'ESTADO', CORRESPONDENTE DO SITE THE DAILY BEAST E EDITA O SITE WWW.BRAZILINFOCUS.COM

Irã, Síria, Obama e a base da nova diplomacia

29 de novembro de 2013
O sistema geopolítico que governa o mundo entrou há alguns meses em uma nova era. Uma formidável comoção embaralhou as cartas de uma ponta a outra do planeta. Ela abalou posições que se julgavam consolidadas e inamovíveis na Europa (Ucrânia, Rússia), na China, mas, sobretudo, no Oriente Médio.
Não é correto pensar que esse imenso alvoroço deveu-se exclusivamente à vontade de um homem ou de uma potência. Muitos indícios sugerem, contudo, que o presidente americano, Barack Obama, foi um dos atores dessa metamorfose.
Duas ações decisivas tiveram lugar nos últimos meses. A primeira é a fadiga da insurreição dos "rebeldes" na Síria, cada vez mais isolados pelas tropas de Bashar Assad que a cada dia marcam novos pontos. A segunda, a assinatura do acordo em Genebra entre o grupo P5+1 (os cinco membros permanentes do conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha) e o Irã.
Nos dois casos, Obama esteve nas manobras. Relembrando: há poucos meses, os EUA estavam resolvidos a punir o tirano Assad, fornecendo mísseis Tomahawk aos insurgentes com esse fim. Obama chegou a arrastar a França para a ideia dessa cruzada anti-Assad e o secretário de Estado John Kerry fez o papel de incendiário.
De repente, quando explodiu a crise sobre as armas químicas usadas na Síria, tudo mudou: a questão não era mais a deposição de Assad. Washington acertou a questão dos arsenais químicos sírios em estreita cooperação com o presidente russo, Vladimir Putin, sem falar com os europeus ocidentais, que ficaram decepcionados (François Hollande em especial).
A grande revolta democrática da rua síria, tão enaltecida nos dois últimos anos por todos os poetas líricos da Europa e da América, saiu das primeiras páginas. A mudança americana sobre a síria é explicável. A rebelião síria está cada vez mais contaminada por jihadistas cujo fanatismo e obscurantismo são de assustar. Mas parece haver uma outra razão. E ela deve ser buscada na outra grande virada diplomática: o acordo assinado em Genebra com o Irã. Este acerto era uma das obsessões de Obama desde sua primeira eleição.
Não foi um acaso que as duas surpresas diplomáticas deste ano se produziram quase ao mesmo momento. De fato, o acordo com o Irã não poderia ter sido assinado se, ao mesmo tempo, os EUA tivessem lançado ataques aéreos contra as posições de Assad na Síria. Nesse caso, Teerã, que apoia o regime sírio, teria imediatamente rompido a discussão com Obama.
Nesses dois âmbitos, observa-se um outro ponto em comum: o estilo solitário e quase arrogante com que Obama conduziu o caso. Na Síria, ele mudou subitamente de curso abandonando a ideia de ataques contra Assad e resolvendo o problema das armas químicas apenas com Putin. No caso do Irã, ele fez os aliados europeus acreditarem que eles estavam juntos na empreitada, mas, uma vez assinado o acordo de Genebra, Washington deixou filtrar a verdade: as discussões entre Teerã e Washington sobre o arsenal iraniano vinham ocorrendo havia meses sem que Obama julgasse útil informar outros países a esse respeito. 
TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK - É CORRESPONDENTE EM PARIS

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Consulado dos EUA no Rio alerta para arrastões nas praias

Representação diplomática orienta turistas sobre como proceder e chama atenção para crescimento do número de casos no Leblon, Ipanema, Arpoador e Copacabana

25 de novembro de 2013
Marcelo Gomes - O Estado de S. Paulo
RIO - O consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro divulgou em sua página na internet em inglês alerta sobre aumento de incidência de arrastões em áreas frequentadas por turistas. Segundo a nota, recentemente houve crescimento de registros de arrastões (traduzidos para o inglês como "mass robberies", ou roubos em massa), praticados por grande número de adolescentes, nas praias do Leblon, de Ipanema, do Arpoador e de Copacabana.
Ainda segundo a mensagem, a tendência é que os roubos em série continuem pelo mês de dezembro. O alerta, publicado na sexta-feira, 22, é dirigido a cidadãos americanos que residem no Rio ou que estão na cidade a turismo.
O consulado recomenda aos americanos para sempre prestarem atenção ao seu redor. Diz ainda para os estrangeiros não carregarem consigo objetos valiosos quando forem à praia ou a outros pontos turísticos. De acordo com o alerta, smartphones e cordões são os principais alvos dos ladrões, mas também há casos de furtos de carteiras, bolsas e até bicicletas.
Por fim, o alerta sugere que os americanos deixem seu passaporte em local seguro. Eles devem portar apenas cópia do documento, bem como um comprovante do seguro de saúde.
A Secretaria de Segurança do Estado do Rio ainda não se manifestou sobre o caso.
Confira a íntegra do alerta:
"O Consulado dos EUA no Rio alerta cidadãos americanos em viagem ou residentes no Rio de Janeiro sobre aumento da incidência de crimes em áreas frequentadas por turistas. Nos últimos dias, a imprensa local tem noticiado um crescimento de crimes, notadamente de arrastões, nos quais uma grande quantidade de adolescentes praticaram roubos em áreas inteiras das praias do Leblon, de Ipanema, do Arpoador e de Copacabana.
A incidência de crimes contra turistas é maior em áreas próximas a praias, hotéis, bares, boates e outros destinos turísticos. Incidentes de roubos e ônibus urbanos também são comuns. Crimes são especialmente comuns antes e durante o Carnaval e o Natal, mas também ocorrem durante todo o ano. É provável que o aumento atual dos crimes continue pelo mês de dezembro.
Os principais alvos dos criminosos são smartphones e cordões, mas há muitos registros de roubos de bicicletas, carteiras e bolsas. Por favor preste atenção ao seu redor. Mantenha objetos valiosos em locais seguros e não consigo quando visitar a praia ou outros pontos turísticos. Por favor tenha cuidado quando utilizar celulares em locais públicos, e considere esperar até entrar num local seguro antes de usá-lo.
Você deve manter uma cópia do seu passaporte consigo quando estiver em público. Mantenha seu passaporte no hotel ou em outro local seguro. Você também deve carregar uma prova do seu seguro saúde".

domingo, 24 de novembro de 2013

Irã fecha acordo com EUA que congela programa nuclear

Acordo | 24/11/2013

O presidente iraniano endossou o acordo, que implica na suspensão das atividades nucleares por seis meses em troca de alívio limitado e gradual das sanções

Wiliam Hague (Secretário de Assuntos Exteriores do Reino Unido), Wang Yi (Ministro de Assuntos Exteriores da China), John Kerry (Secretário de Estado dos EUA), Laurent Fabius (Ministro de Assuntos Exteriores da França), Sergei Lavrov (Ministro da Rússia), Catherine Ashton (Chefe de política externa da União Europeia) e Mohammad Javad Zarif (Ministro de Assuntos Exteriores do Irã) se reúnem no palácio das Nações Unidas em Genebra
Irã, EUA e outras cinco potências mundiais chegam a acordo que congela a capacidade do país para enriquecer urânio no nível máximo de 5%, bem abaixo do limite necessário para produção de armas nucleares.

Genebra - O Irã fechou um acordo histórico neste domingo com os Estados Unidos e outras cinco potências mundiais, aceitando congelar temporariamente seu programa de enriquecimento de urânio. É o avanço mais significativo das negociações entre Washington e Teerã em mais de três décadas de estranhamento.
O presidente iraniano, Hassan Rohani, endossou o acordo, que implica na suspensão das atividades nucleares por seis meses em troca de alívio limitado e gradual das sanções, incluindo o acesso aos US$ 4,2 bilhões gerados pelas vendas de petróleo. O período de seis meses dará aos diplomatas tempo para negociar um pacto mais abrangente.
A decisão resulta do diálogo público aberto no encontro anual da Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro, durante o qual o presidente norte-americano, Barack Obama, teve uma conversa de 15 minutos por telefone com Rohani, eleito em junho deste ano.
O acordo congela a capacidade do Irã para enriquecer urânio no nível máximo de 5%, que está bem abaixo do limite necessário para produção de armas nucleares, e visa a minimizar as preocupações de que um dia Teerã terá a sua própria bomba atômica.
Obama saudou o pacto, que inclui restrições ao enriquecimento de urânio e outros projetos que podem ser destinados à fabricação de armas, como essencial para impedir o Irã de se tornar uma ameaça nuclear. "Simplificando, eles cortaram os caminhos mais prováveis do Irã para uma bomba", disse a repórteres em Washington. Fonte: Associated Press.

15 maneiras de jogar seu dinheiro no lixo

Veja algumas formas de usar o dinheiro que são o mesmo que depositá-lo diretamente na lata de lixo

Desperdício | 19/11/2013 

 Exame.com   
                                                                                                                                      São Paulo – Se você não for uma pessoa muito atenta à forma como gasta seu dinheiro é possível que você esteja jogando ou já tenha jogado milhares e até centenas de milhares de reais no lixo. A seguir estão listadas 15 maneiras de jogar seu dinheiro fora. Confira e evite que elas sejam aplicadas a você.
  1 Não fazendo o financiamento de imóvel mais barato
Ao financiar um imóvel, o comprador pode chegar a gastar mais do que o dobro do que na compra à vista. Como parcelar pode ser a única opção e comprar um imóvel pode ser uma questão de necessidade, falar que o financiamento é dinheiro jogado no lixo pode ser algo muito controverso. Mas, quando o comprador gasta mais dinheiro do que precisaria ao não realizar o financiamento mais barato do mercado, é inevitável dizer que ele está jogando dinheiro no lixo, e em grande quantidade. 
Conforme mostra uma simulação feita pelo Canal do Crédito, no financiamento de um imóvel de 500 mil reais em 30 anos, com uma entrada de 100 mil reais, o comprador paga até o final do prazo 932 mil reais no financiamento mais barato do mercado, do HSBC, enquanto no mais caro, ele paga 1,041 milhão de reais, uma diferença de 108 mil reais. O exemplo considerou um perfil de cliente entre 36 e 40 anos, com renda mensal de 15 mil reais e não levou em conta apenas as taxas de balcão, que são aquelas inicialmente divulgadas pelos bancos, mas as taxas que podem ser obtidas depois de realizada uma análise de crédito do cliente (por isso a Caixa não aparece como a opção mais barata). 
2 Abastecendo o carro com o combustível mais caro
Você não precisa abastecer seu carro com gasolina aditivada se o manual do veículo não faz esse tipo de recomendação. E nem é aconselhável fazer isso. “Com os carros da Volvo, por exemplo, os próprios técnicos orientam o proprietário a não usar gasolina aditivada. Mas para as petrolíferas é bom promover esse tipo de combustível pois existem alguns elementos na gasolina que podem levar ao acúmulo de borra. Por isso, o ideal é sempre seguir a orientação do manual”, explica Milad Kalume Neto, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Jato Dynamics.
3 Comprando o óleo mais caro sem necessidade
A mesma lógica da gasolina aditivada vale para a troca de óleo. “Ao comprar um óleo que trabalha abaixo da especificação do manual, o motor pode ser danificado, mas se o proprietário usar um óleo de gama maior do que a necessária, ele pode estar jogando dinheiro fora”, afirma Kalume. 
Ele acrescenta que ao fazer a revisão periódica do carro, muitas concessionárias também aconselham a realização da limpeza dos bicos de injeção. “Todo mundo coloca na revisão a limpeza do bico, mas não existe necessidade de limpar o bico a cada 10 mil quilômetros porque neste intervalo normalmente não ocorre a formação de elementos prejudiciais. E o propriertário gasta com isso 100, 200, 300 reais à toa. Novamente, é preciso seguir a orientação do manual”, diz o gerente da Jato Dynamics. 
A troca do disco de freio também costuma ser indicada sem necessidade em alguns casos. “Se a pessoa não conhece, ela olha e acha que precisa trocar. Não é como o pneu, que a pessoa percebe que está desgastado. Uma regrinha básica é realizar uma troca de disco a cada duas trocas de pastilha”, diz Kalume.
4 Usando um plano de celular não adequado ao seu uso
Uma pesquisa realizada pelo site Pricez, de comparação de preços de planos de celular, mostrou que 87% das pessoas estão com o plano de telefonia errado, gastando, em média, cerca de 980 reais a mais por ano.
Para não contratar um plano com mais ou menos serviços do que você necessita, o ideal é que seja avaliado o tipo de uso que você faz para que sejam pesquisadas as opções mais adequadas. No Pricez, ao informar a quantidade de minutos de ligações por mês e o plano de dados ideal para a sua frequência de acesso à internet, são mostrados os valores cobrados nas operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo.
5 Usando o modelo errado de declaração do imposto de renda
No modelo simplificado da declaração de imposto de renda, o contribuinte substitui todas as possíveis deduções por um desconto único de 20% dos rendimentos tributáveis, sem a necessidade de detalhar seus gastos.
Mas quem tem dependentes, possui um plano de previdência privada da modalidade PGBL ou tem despesas médicas pode deixar de aproveitar uma restituição maior ou pode pagar mais imposto do que deveria caso opte pelo desconto de 20%. Isto porque o modelo completo permite as deduções de gastos com dependentes, consultas médicas, planos de saúde, aportes feitos ao PGBL, etc. O ideal é preencher a declaração com todas as possíveis deduções e deixar que o programa da Receita calcule qual dos dois modelos é o mais vantajoso para o contribuinte.
6 Contratando pacotes de serviços bancários caros 
Tal como os planos de celular, os serviços bancários também devem ser contratados de acordo com o tipo de uso que o cliente faz. Se você não pensou nisso antes de abrir sua conta e deixou por conta do banco a escolha do pacote contratado, é possível que você esteja pagando mais do que deveria.
Por uma disposição do Banco Central, todos os bancos são obrigados a oferecer aos clientes, sem qualquer tipo de cobrança, um conjunto de serviços essenciais que inclui: 10 folhas de cheque, quatro saques, dois extratos dos últimos 30 dias e duas transferências entre contas da própria instituição. Além de oferecer a opção de contas sem custo, os bancos também devem, por lei, oferecer quatro pacotes padronizados de serviço, cada um com um grupo de serviços por um valor fechado.
Em reportagem anteriormente publicada, EXAME.com explicou o que cada um dos pacotes oferece e mostrou que a Caixa e o HSBC têm os pacotes mais baratos. No site Febraban Star, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), é possível comparar não só o preço dos pacotes padronizados, como as tarifas de todos os outros serviços de qualquer banco do mercado. 
Além disso, os bancos também podem oferecer pacotes promocionais. O Santander, por exemplo, possui opções de contas isentas de tarifas, desde que o cliente realize algumas ações em contrapartida, como a portabilidade de salário ou manutenção do crédito de salário no Santander e o pagamento de uma conta nos canais eletrônicos.
7 Deixando dinheiro na conta corrente
Se você não está utilizando todo o dinheiro que entra na sua conta, deixá-lo parado é o mesmo que jogá-lo no lixo, já que ele poderia estar rendendo se fosse destinado a alguminvestimento. Além disso, você corre o risco de gastar até o último centavo com coisas desnecessárias. Por isso, por mais que você ainda esteja estudando qual o melhor destino para o seu dinheiro, aplique-o pelo menos na poupança. Por mais que outros investimentos possam ser mais adequados ao seu objetivo, pelo menos os recursos estarão rendendo enquanto você se decide.
8 Atrasando a fatura do cartão
Atrasar a fatura do cartão de crédito e pagar juros por isso é uma das melhores táticas para jogar seu dinheiro no lixo, e os bancos adoram. Se você não pagar toda a fatura até o vencimento e parcelar a dívida, você entrará no crédito rotativo e pagará um dos juros mais caros do mercado. Conforme mostra uma simulação feita na Calculadora do Cidadão do Banco Central, o parcelamento de uma fatura de 5 mil reais em um banco de Custo Efeitvo Total (CET) de 9% (taxa comum no mercado), você jogará fora nada menos que 1.185 reais em juros e encargos.
9 Pagando multas de trânsito
Talvez a maneira mais irritante de jogar seu dinheiro no lixo sejam as multas de trânsito, que a cada ano são aplicadas de forma mais eficiente. Em São Paulo, por exemplo, a gestão de Fernando Haddad estima que a arrecadação com multas deve aumentar 22% em 2014 com a instalação de 200 novos radares de trânsito.
10 Viajando na alta temporada
Seria necessário um espaço muito maior do que este para mostrar todos os exemplos de serviços e produtos turísticos que ficam mais caros durante a alta temporada. Mas, para ficar em apenas um deles, o site Viaje Aqui, da revista Viagem e Turismo, mostrou que um pacote para Fernando de Noronha em dezembro de 2012 era vendido por 7 mil reais, enquanto em março saía por 3 mil reais.
Em geral, os meses de janeiro, fevereiro, julho e dezembro são os mais caros para se viajar e o restante representa a baixa temporada. Mas cada lugar pode ter sua própria alta temporada, como é o caso de Nova York na semana do Thanksgiving Day, a última semana do mês de novembro.
Além disso, alguns lugares podem ser mais bem aproveitados na baixa temporada não só pelos custos. Na mesma reportagem do site Viaje Aqui, o autor mostra que alguns destinos ficam não só mais baratos, como mais bonitos na baixa temporada, como é o caso da Holanda e do Japão na primavera e das serras Gaúcha e Catarinense no outono.
11 Comprando título de capitalização
Os bancos vendem os títulos de capitalização exaltando que o produto oferece uma remuneração maior ou igual à da poupança e ainda permite que o cliente concorra a sorteios. Mas, mesmo que o rendimento se iguale ao da poupança, boa parte do valor destinado ao título é abocanhado por taxas altíssimas.
Em um título comercializado no mercado, que reflete bem como funcionam outros produtos similares, apenas 10% do valor das três primeiras mensalidades vai para a cota de capitalização para ser remunerado por uma taxa de juros. Do quarto ao 23º mês, 90% do valor da mensalidade vai para a cota de capitalização e, do 24º ao 48º mês, 97,98%. Neste produto, essas quantias são remuneradas da seguinte forma: juros de 0,45% ao mês mais TR (Taxa Referencial) do primeiro ao 12º mês, e juros de 0,5% ao mês mais TR do 13º ao 48º mês.
Portanto, a não ser que você acredite que sua sorte pode ser maior com um título de capitalização do que com um jogo da Mega-Sena, é melhor não desperdiçar seu dinheiro com isso.
12 Pagando o seguro de automóvel mais caro
Notícias e mais notícias mostram que os preços dos seguros podem variar muito de acordo com o perfil do cliente, o modelo do carro e a seguradora. Para se ter uma ideia, em um mesmo CEP, o seguro de um mesmo modelo, vendido a um mesmo proprietário, pode variar até mil reais dependendo da empresa. Por isso, vale a pena simular os custos em diferentes seguradoras, como em sites de corretoras online. 
Além de não contratar a apólice mais barata, outra forma de perder dinheiro com o seguro ocorre quando alguma característica no seu perfil mudou e você não comunicou isso à seguradora. Se o seu filho saiu de casa, por exemplo, você pode estar pagando o valor que seria cobrado de um cliente com perfil de risco mais arriscado e pode estar gastando centenas de reais a mais à toa.
13 Comprando um carro que consome muito combustível
Não são só os carros de luxo e os SUVs que bebem muito combustível. Em uma mesma categoria, o consumo pode variar muito dependendo do modelo do carro. Até mesmo um mesmo modelo pode ter níveis de consumo diferentes de acordo com a versão. No ranking de consumo de combustíveis do Inmetro, duas das versões do Volkswagen Polo, a 1.6 e a Sportline 1.6, aparecem entre os carros que mais consomem combustível, enquanto a versão BlueMotion é um dos exemplos de menor consumo da tabela.
14 Pagando por coisas que você não usa
Você realmente usa sua casa na praia? E a academia, tem sido frequentada? Estes são dois dos diversos exemplos de coisas que costumamos pagar, mas não usamos. Pense bem e avalie se esses gastos realmente valem a pena, ou se convença de uma vez por todas que você não gosta de puxar ferro ou não tem tempo para viajar. Você pode aproveitar esse dinheiro muito mais com algo que você vá de fato usufruir. 
15 Comprando as marcas mais caras
Assim como remédios genéricos custam menos e fazem o mesmo efeito que os remédios de marcas mais caras, suas roupas, cosméticos, alimentos e diversos outros produtos podem satisfazê-lo plenamente, mesmo sem um nome famoso na etiqueta. Basta pesquisar para encontrar um produto de qualidade e entender que talvez a funcionalidade e a economia podem ser mais importantes do que o status que o produto de marca garante. Afinal, uma embalagem bonita e um logo famoso nem sempre são sinônimos de melhor qualidade.