terça-feira, 7 de julho de 2009

CLIMA
O clima pode ser definido como sendo o comportamento da atmosfera ao longo do ano, em um ponto qualquer da superfície da Terra.
O clima não pode ser confundido com o tempo. Por exemplo: se dizemos que o dia ontem estava quente, estamos nos referindo ao tempo. Mas, se dissermos que na Amazônia o tempo é quente e úmido o ano inteiro, estamos nos referindo ao clima da região. O tempo portanto, é algo passageiro, é como o ar está naquele momento.

Fatores do clima
Cada região tem seu próprio clima, isto porque os fatores climáticos modificam os elementos do clima. Os fatores climáticos são:
- Latitude - Quanto mais nos afastarmos do Equador, menor a temperatura. A Terra é iluminada pelos raios solares com diferentes inclinações. Quanto mais longe do Equador a incidência de luz solar é menor.
- Altitude - Quanto mais alto estivermos menor será a temperatura. Isto porque o ar se torna rarefeito, ou seja, a concentração de gases e de umidade à medida que aumenta a altitude, é menor, o que vai reduzir a retenção de calor nas camadas mais elevada da atmosfera. Há a questão também que o oceano ou continente irradiam a luz solar para a atmosfera, ou seja, quanto maior a altitude menos intensa será a irradiação.
- Massas de ar - Apresentam características particulares da região em que se originaram, como temperatura, pressão e umidade, e se deslocam pela superfície terrestre. As massas podem ser polares, tropicais ou equatoriais.
As massas de ar tropicais se formam nos trópicos de Capricórnio e de Câncer.
Elas podem se formar na altura dos oceanos (oceânicas) e serem úmidas; serão secas se forem formadas no interior dos continentes (continental).
As massas polares são frias. Isto porque elas se formam em regiões de baixas temperaturas, como o nome já diz, nas regiões polares. Elas também são secas, visto que as baixas temperaturas não possibilitam uma forte evaporação das águas.
As massas equatoriais são quentes, se formam próximas a linha do Equador.
O encontro de duas massas, geralmente uma fria e outra quente, dá-se o nome de frente. Quando elas se encontram ocorre as chuvas e o tempo muda.
- Continentalidade - A proximidade de grandes quantidades de água exerce influencia na temperatura. A água demora a se aquecer, enquanto os continentes se aquecem rapidamente. Por outro lado, ao contrário dos continentes, a água demora irradiar a energia absorvida. Por isso, o hemisfério Norte tem invernos mais rigorosos e verões mais quentes, devido a quantidade de terras emersas ser maior, ou seja, sofre influencia da continentalidade, boa parte deste hemisfério.
- Correntes Marítimas - São massas de água que circulam pelo oceano. Tem suas próprias condições de temperatura e pressão. Tem grande influencia no clima. As correntes quentes do Brasil determina muita umidade, pois a ela está associada massas de ar quente e úmida que provocam grande quantidade de chuva.
- Relevo - O relevo pode facilitar ou dificultar as circulações das massas de ar, influindo na temperatura. No Brasil, por exemplo, as serras no Centro-Sul do país formam uma “passagem” que facilita a circulação da massa polar atlântica e dificulta a massa tropical atlântica.
- Vegetação - A vegetação impede a incidência total dos raios solares na superfície. Por isso, com o desmatamento há diminuição de chuvas, visto a umidade diminuir, e há um aumento da temperatura na região.

Elementos do clima
Falaremos sobre dois elementos do clima: umidade e pressão atmosférica.
Umidade - Corresponde à quantidade de vapor de água que encontramos na atmosfera. A umidade é relativa ao ponto de saturação de vapor de água na atmosfera, que é de 4%. Quando a atmosfera atinge essa porcentagem, ou se satura de vapor, ocorre as chuvas.
Muitas vezes escutamos no jornal falarem que a umidade relativa do ar é, por exemplo, de 60%. Isto quer dizer que estamos a 60% da capacidade máxima de retenção de vapor de água na atmosfera. Quando está chovendo, a umidade relativa do ar está em 100%, ou 4% em termos absolutos. Portanto, quando a umidade relativa do ar está por volta de 60%, está em 2,4% de vapor em termos absolutos.
Mas para que chova é preciso que a água se condense, ou seja, passe do estado gasoso ao liquido, além de o vapor ter de atingir o ponto de saturação.
O ponto de saturação varia de acordo com a temperatura. Uma maior temperatura, maior o ponto de saturação, uma menor temperatura, menor o ponto de saturação.
As nuvens são constituídas por vapor de água, ou cristais de gelo.
Pressão atmosférica
Pressão atmosférica é a força causada pelo ar sobre a superfície terrestre. Ela depende da latitude, altitude e temperatura.
Quanto maior a altitude, menor a pressão e vice-versa. Quanto menor a latitude, menor a pressão. Nas regiões mais quentes, região equatorial, o ar se dilata ficando leve, por isso tem uma baixa pressão. Próximo aos pólos, o frio contrai o ar, deixando mais denso, tendo uma maior pressão.
A temperatura também tem forte influencia na modificação da pressão atmosférica. Isto porque o ar quente é leve, ou seja, sobe e como conseqüência diminui a pressão. E em regiões de baixa temperatura há maior pressão, visto que o ar frio tende a descer.
O movimento do ar decorre da diferença de pressão. Ele se movimenta das altas para as área de baixa pressão. Esse movimento do ar chamamos de vento.
Tipos de clima - os principais são:
Climas polares - São climas de baixa temperatura o ano inteiro, chegando por volta, no máximo 10°. Pois não há concentração de calor, o sol fica sempre baixo no horizonte na época do verão, e no inverno ele nem aparece. Portanto essas regiões polares (próximas aos círculos polares Ártico e Antártico) estão sempre cobertas de neve e gelo. As temperaturas mais baixas foram registradas em Vostok, Antártida, -88°C.
Climas temperados - Os climas temperados são caracterizados por ser possível ver as quatro estações do ano de uma maneira bem clara, sendo possível as atividades humanas durante a maior parte do ano. Dividem-se em:
- marítimo: Sofre influencia dos oceanos, por isso as temperaturas são constantes.
- continental: apresenta verões mais quentes e invernos mais frios e secos.
Clima mediterrâneo - Apresenta invernos mais brando e chuvosos, verões quentes e secos. As chuvas ocorrem no outono e inverno. Algumas áreas de sua ocorrência são o sul da Califórnia, parte meridional da África do Sul e sul da Austrália.
Clima tropical - É considerado como transição entre o clima equatorial e o desértico. Apresenta temperatura elevada o ano inteiro. Tem duas estações bem definidas: verão, que ocorre as chuvas, e inverno ameno e seco. Este tipo de clima ocorre na maior parte do território brasileiro.
Clima equatorial - Ocorre na zona climática mais quente do planeta, faixa Equatorial. A temperatura média anual é superior a 24°C. As chuvas são abundantes, cerca de 2000mm, com pequena amplitude entre o dia e a noite.
Clima subtropical - Ocorre entre os climas tropicais e temperados. Apresentam chuvas abundantes, verões quentes e invernos frios. É característico das médias latitudes.
Clima desértico - Os desertos baixo índice pluviométrico, cerca de 250mm por ano. É comum uma temperatura acima de 42°C durante o dia, mas à noite pode chegar a menos de 0°C principalmente no inverno. Algumas áreas de desertos são: África do Norte (Saara) e Ásia Ocidental (Arábia).
Clima semi-árido - Apresenta poucas chuvas, sendo mal distribuídas durante o ano. São climas de transição, encontrados tanto em regiões tropicais como em zonas temperadas.

Responder no caderno:
1- Quais são os elementos da atmosfera?
2- Como ocorre o aquecimento da atmosfera?
3- O que é a umidade do ar? Como ocorrem as chuvas?
4- O que é o ponto de saturação?
5- O que é pressão atmosférica? Quais os fatores que a influenciam?
6- Explique como a temperatura influencia na pressão atmosférica?

sábado, 30 de maio de 2009

FUSOS HORÁRIOS

O planeta Terra possui uma forma esférica, por isso quando realiza o movimento de rotação (movimento que a Terra realiza em torno de si mesma), uma parte fica iluminada, enquanto a outra fica escura. Na medida em que o movimento se realiza, áreas que estavam iluminadas vão gradativamente perdendo luminosidade, ou seja, onde é manhã logo passa a ser tarde, e assim por diante.
O nosso planeta possui 360°, o dia é composto por 24 horas. Então, se dividirmos 360° por 24, totalizamos 15°, o que corresponde a 1 hora. O movimento de rotação é responsável pelo surgimento dos dias e das noites. O homem instituiu horários distintos no mundo, e partir daí foi implantado o sistema de fusos horários.
O mundo possui 24 fusos, cada um desses corresponde a uma linha imaginária traçada de um pólo ao outro. Desse modo, cada fuso se encontra entre dois meridianos. Toda porção terrestre que se estabelece nesse intervalo possui o mesmo horário. Antes da implantação dos fusos, havia diversos contratempos e problemas, por isso foi realizada em 1884, nos Estados Unidos, uma conferência de astrônomos na qual foi discutida a padronização dos horários em todos os pontos do planeta. O Meridiano de Greenwich é o meridiano principal, uma vez que esse é o ponto inicial ou referencial para a implantação dos fusos. A partir do Meridiano de Greenwich, no sentido leste, a cada fuso adianta-se uma hora, e no sentido oeste, atrasa-se uma hora. Por exemplo: se em Los Angeles (EUA) for 14 horas, em Bagdá (Iraque) - cidade localizada a onze fusos de diferença - será 1 hora.
O horário oficial utilizado como base para todo o território brasileiro é o de Brasília que se mantêm atrasado três horas em relação ao meridiano de Greenwich. Durante o conhecido horário de verão, é acrescida uma hora às regiões que o utiliza como forma de diminuir o consumo de energia da região.
Por Eduardo de FreitasGraduado em GeografiaEquipe Brasil Escola
EXERCÍCIOS DE FUSOS HORÁRIOS
(Fei) Um avião parte de Brasília rumo a Rio Branco, no Acre. O tempo de vôo é de 3 horas. Partindo às 16 horas, o avião deverá chegar às: (Obs: chegada no horário local e não considere o horário de verão.)
a) 16 horas b) 17 horas c) 18 horas d) 19 horas e) 20 horas
(Ufac) Localizadas a Oeste de Greenwich, duas cidades, “A” e “B”, encontram-se, respectivamente, a 90° e 45°. Numa quarta-feira, um avião saiu de “A” às 14h30min e chegou a “B” depois de 5 horas de viagem. O horário de chegada em “B” foi:
a) 18h30min da quarta-feira. b) 19h30min da quarta-feira.
c) 22h30min da quarta-feira. d) 00h30min da quinta-feira. e) 02h30min da quinta-feira.
(Ufam) O fuso horário de Manaus em relação à hora de Greenwich está atrasado em:
a) 3 horas b) 1 hora c) 2 horasd) 5 horas e) 4 horas
(Ufpi) Na copa da Alemanha o jogo Brasil x França foi iniciado em Frankfurt às 21h do dia 1º de julho de 2006. Sabendo-se que a cidade de Brasília fica a 60º W de Frankfurt, e que entre junho e agosto a Alemanha estava com horário de verão, é correto afirmar que o jogo começou a ser transmitido em tempo real, em Teresina, às:
a) 11h b) 12h c) 14h d) 16h e) 18h
Responda:
1- Que horas serão nos lugares abaixo, sabendo que em Brasília (45º O), são 12h.
a) Chicago – 90º O
b) Bombaim – 90º L

2- Em Londres (0º) são 10h, que horas serão em:
a) New York – (75º O)
b) Pretória – (30º L)

3- No Cairo (30º L) são 20h, que horas serão em:
a) Berlim (15º L)
b) Xangai (120º L)
c) Lima (75º O)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

GUERRA FRIA

Disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e URSS após a II Guerra Mundial. É uma intensa guerra econômica, diplomática e tecnológica pela conquista de zonas de influência. Ela divide o mundo em dois blocos, com sistemas econômico e político opostos: o chamado mundo capitalista, liderado pelos EUA, e o mundo comunista, encabeçado pela URSS. Provoca uma corrida armamentista que se estende por 40 anos e coloca o mundo sob a ameaça de uma guerra nuclear.
ESQUEMA - GUERRA FRIA
¨ Inicio- Ao final da II Guerra mundial:
¨ Enfraquecimento econômico e político dos países europeus
¨ Bipolaridade mundial
¨ Cortina de Ferro
¨ Ausência de confrontos diretos entre EUA e URSS
¨ Bomba atômica soviética
¨ Criação da OTAN e do Pacto de Varsóvia
¨ Descolonização da África e da Ásia
- Revolução socialista na China
¨ Plano Marchal
¨ Marcatismo
¨ Muro de Berlim (Maior símbolo da Guerra Fria)
¨ Guerra da Coréia
¨ Guerra do Vietnã
¨ Invasão da Hungria
¨ Primavera de Praga
¨ Revolução cubana
¨ Questão dos mísseis
¨ Aliança para o Progresso
¨ Combate ao populismo na América latina
¨ Apoio as ditaduras latino-americanas
¨ Detente
¨ Perestroika e Glasnort
¨ Queda do muro de Berlim ( maior representação do fim da guerra fria)
Nos fins da Segunda Guerra Mundial, os países aliados se reuniram na Conferência de Yalta para discutirem a organização do cenário político e econômico do pós-guerra. Já nesse encontro, Estados Unidos e União Soviética se sobressaíram como as duas maiores potências do período. Contudo, as profundas distinções ideológicas, políticas e econômicas dessas nações criaram um clima de visível antagonismo. Preocupada com o avanço da influência do socialismo soviético, os norte-americanos buscaram se aliar politicamente a algumas nações da região balcânica. Em contrapartida, os soviéticos criaram um “cordão de isolamento” político que impediria o avanço da ideologia capitalista pelo restante da Europa Oriental. Essa seria apenas as primeiras manobras que marcariam as tensões ligadas ao desenvolvimento da chamada “Guerra Fria”.O confronto entre socialistas e capitalistas ganhou esse nome porque não houve nenhum confronto direto envolvendo Estados Unidos e União Soviética. Nessa época, a possibilidade de confronto entre essas duas nações causava temor em vários membros da comunidade internacional. Afinal de contas, após a invenção das armas de destruição em massa, a projeção de uma Terceira Guerra Mundial era naturalmente marcada por expectativas desastrosas.Geralmente, percebemos que os episódios ligados à Guerra Fria estiveram cercados por diferentes demonstrações de poder que visavam indicar a supremacia do mundo capitalista sobre o socialista, ou vice-versa. Um primeiro episódio de tal natureza ocorreu com o lançamento das bombas atômicas em território japonês. Através do uso dessa tecnologia, o mundo capitalista-ocidental visava quebrar a hegemonia socialista no Oriente. Logo em seguida, os soviéticos bloquearam a cidade de Berlim em reação contra a tentativa de garantir a hegemonia política capitalista na região. Em resultado desse confronto, o território alemão foi dividido em dois Estados: a República Federal da Alemanha, de orientação capitalista; e a República Democrática Alemã, dominada pelos socialistas. Nessa mesma região seria construído o Muro de Berlim, ícone máximo da ordem bipolar estabelecida pela Guerra Fria.Buscando garantir oficialmente o apoio de um amplo conjunto de nações, os Estados Unidos anunciaram formulação do Plano Marshall, que concedia fundos às nações capitalistas, e logo depois, a criação da OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte. Por meio dessa última organização militar, os capitalistas definiram claramente quais países apoiariam os EUA em uma possível guerra contra o avanço das forças socialistas.Sem demora, a União Soviética também conclamou os países influenciados pela esfera socialista a assinarem o Pacto de Varsóvia, criado em 1955. Tendo pretensões muito semelhantes à OTAN, a união congregava União Soviética, Albânia, Bulgária, Romênia, Tchecoslováquia, Hungria, Polônia e a República Democrática Alemã. Um pouco antes, respondendo às bombas de Hiroshima e Nagasaki, os soviéticos ainda promoveram testes nucleares no Deserto do Cazaquistão.Essa seria apenas uma pequena amostra da truculenta corrida armamentista que se desenhou entre os capitalistas e socialistas. Como se não bastassem tais ações, a Guerra Fria também esteve profundamente marcada pelo envolvimento de exércitos socialistas e capitalistas em guerras civis, onde a hegemonia política e ideológica desses dois modelos esteve em pauta. Somente nos fins da década de 1980, quando a União Soviética começou a dar os primeiros sinais de seu colapso econômico e político, foi que essa tensão bipolar veio a se reorganizar. Antes disso, conforme muito bem salientou o historiador Eric Hobsbawm, milhares de trabalhadores, burocratas, engenheiros, fornecedores e intelectuais, tomaram ações diversas em torno da ameaça de uma desastrosa guerra.
Por Rainer SousaGraduado em HistóriaEquipe Brasil Escola
http://br.geocities.com/fld2001/guerrafria.htm
http://www.guerras.brasilescola.com/seculo-xx/guerra-fria.htm
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/guerra_fria.htm

SOCIALISMO


O socialismo está centrado na eliminação das desigualdades sociais com base na propriedade coletiva dos meios de produção. No sistema socialista, os prédios, máquinas e instrumentos utilizados na produção pertencem a toda a sociedade, representada pelo Estado. Segundo a teoria socialista, só assim se pode eliminar a exploração do homem pelo homem que caracteriza as relações de trabalho capitalista. Em oposição ao capitalismo, o objetivo do socialismo não é o lucro, mas o bem-estar de toda a sociedade, estendendo a todos o direito à saúde, educação e trabalho.


Apesar das conquistas sociais (como educação e saúde gratuita para todos) e do desenvolvimento econômico obtido, o socialismo não atendeu às expectativas da população. O único partido político legal era o Partido Comunista, e não havia permissão para divergências. O turismo e as migrações eram rigorosamente controlados pelo Estado; não haviam liberdade de expressão e de imprensa.
Em torno do Estado criou-se uma enorme e poderosa classe de burocratas que desfrutavam de privilégios e benefícios, denominada Nomenklatura pelos críticos do socialismo. Administravam a economia nacional segundo seus próprios interesses, a fim de manter os privilégios conquistados. Uma das formas cotidianas de corrupção da Nomencklatura era o livre acesso a bens de consumo racionados, contrariando o propósito de igualdade social.

As características do socialismo são completamente diferentes em relação ao capitalismo, a seguir veja os principais aspectos socialistas:

• Meios de produção socializados: no socialismo toda estrutura produtiva, como empresas comerciais, indústrias, terras agrícolas, dentre outros, são de propriedade da sociedade e gerenciados pelo Estado. Toda riqueza gerada pelos processos produtivos são igualmente divididos entre todos.

• Inexistência de sociedade dividida em classes: como os meios de produção pertencem à sociedade, existe somente uma classe; a dos proletários. Todos trabalham em conjunto e com o mesmo propósito, melhorar a sociedade. Por isso não existem empregados e patrões.

• Economia planificada e controlada pelo Estado: o Estado realiza o controle de todos os seguimentos da economia. O mesmo é responsável por regular a produção e o estoque, o valor do salário, controle dos preços e etc. Configuração completamente diferente do sistema liberal que vigora no capitalismo, no qual o próprio mercado controla a economia. Dessa forma, não há concorrência e variação dos preços.
Por Eduardo de FreitasGraduado em GeografiaEquipe Brasil Escola
http://www.portalimpacto.com.br/

http://www.moreira.pro.br/histsoccent.htm

http://www.brasilescola.com/geografia/as-caracteristicas-socialismo.htm

CAPITALISMO

Capitalismo é o sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção e pela liberdade de iniciativa dos próprios cidadãos.

No sistema capitalista, as padarias, as fábricas, confecções, gráficas, papelarias etc., pertencem a empresários e não ao Estado (país). Nesse sistema, a produção e a distribuição das riquezas são regidas pelo mercado, no qual, em tese, os preços são determinados pelo livre jogo da oferta e da procura. O capitalista, proprietário de empresa, compra (salário) a força de trabalho de terceiros para produzir bens que, após serem vendidos, lhe permitem recuperar o capital investido e obter um excedente denominado lucro. No capitalismo, as classes não mais se relacionam pelo vínculo da servidão (período Feudal da Idade Média), mas pela posse ou carência de meios de produção e pela livre contratação do trabalho e/ou tabalhadores.
São chamados capitalistas os países cujo modo de produção dominante é o capitalista. Neles coexistem, no entanto, outros modos de produção e outras classes sociais, além de capitalistas e assalariados, como artesãos e pequenos agricultores. Nos países menos desenvolvidos, parte da atividade econômica assume formas pré-capitalistas, exemplificadas pelo regime da meia ou da terça, pelo qual o proprietário de terras entrega a exploração destas a parceiros em troca de uma parte da colheita.

É necessário lembrar que este sistema de produção, no transcorrer dos séculos, assumiu diversas fases, a primeira delas, é o capitalismo agrícola, que é o capital (ainda embrionário) no campo; a segunda, é o capitalismo mercantil (comercial), fundamentalmente a era do mercantilismo; a terceira, o capitalismo industrial (capitalismo propriamente dito) do século XVIII, com as grandes revoluções das invenções das máquinas; e, finalmente, é quando se tem o capitalismo financeiro (o ganho pelo movimento do capital financeiro), talvez sem o nível de especulação que exige hoje em dia.

São características clássicas do capitalismo:

Propriedade privada: consiste no sistema produtivo vinculado à propriedade individual.

Lucro: é o principal objetivo capitalista, proveniente do resultado da acumulação de capital.

Economia de mercado: livre iniciativa da regulação do mercado, sem ou pouca intervenção do estado. Esse processo ocorre por meio da oferta e da procura, que regula os preços e os estoques das mercadorias, o estado tem a responsabilidade de intervir somente em casos delicados e também na implantação de medidas que garantem a instabilidade econômica.

Divisão de classes: esse é um dos pontos mais polêmicos do capitalismo, é a distinção entre duas classes sociais, de um lado está uma minoria denominada de capitalistas ou donos dos meios de produção e de capitais, e do outro lado a maioria chamada proletários, que vende sua força de trabalho em troca de um salário que garanta saúde, alimentação, transporte, lazer, etc., no entanto, é nesse ponto que constitui a divisão das classes, uma vez que nem sempre o capitalista oferece uma remuneração que seja suficiente para sanar todas as necessidades básicas da maioria dos trabalhadores. Desse processo o capitalista adquiriu a mais-valia, que corresponde aos lucros oriundos do trabalho do proletário.

http://www.renascebrasil.com.br/f_capitalismo2.htm
http://www.eumed.net/cursecon/libreria/2004/lgs-ens/12.htm
http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/algumas-caracteristicas-capitalismo.htm